Campos Eliseos

Campos Eliseos
CAMPOS ELISEOS - SÃO PAULO

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Do Minhocão ao Ceagesp: um novo zoneamento


SP precisa de grandes projetos urbanos como Puerto Madero. Sem isso, áreas serão tomadas por agentes preocupados só com os seus empreendimentos.
Os quatro anos do mandato do futuro prefeito são um período decisivo para a cidade.
As sugestões abaixo visam contribuir para a reflexão e com o debate sobre os rumos que agora se abrem. Elas se baseiam nos trabalhos desenvolvidos pelo Instituto Urbem, que busca conceber, estruturar e viabilizar intervenções urbanas de grande escala em São Paulo.
Dois pontos são essenciais para a construção de uma cidade agradável e democrática: boas políticas públicas e bons projetos urbanos.No plano das políticas públicas, é urgente revisar o Plano Diretor e Código de Obras, para promover regras de zoneamento mais equilibradas.
Experiências em todo o mundo demonstram que as zonas com uma função única são mais vulneráveis à violência e à ocupação criminosa.
Vias que abrigam apenas escritórios se esvaziam em horários não comerciais, tornando-se propícias à realização de atividades ilícitas e alvo de depredadores e criminosos. Da mesma forma, bairros apenas residenciais são naturalmente mais ermos e, portanto, mais suscetíveis e expostos ao crime e à violência.
A revisão do Plano Diretor e do Código de Obras pode também acabar com distorções como a que prevalece na região central de São Paulo, onde encontramos, por exemplo, a ampla e majestosa avenida Rio Branco dotada de edificações menores e degradadas, que não condizem com a dimensão física e a infraestrutura viária do local.
Resultado: vê-se ali a degeneração do tecido urbano, com praças vazias e monumentos depredados.
Os equívocos que levaram à degradação do centro causaram o surgimento prematuro de novos núcleos, como as avenidas Paulista e Faria Lima. Corrigi-los passa pelo ajuste dos índices construtivos e das regras de zoneamento.
A política habitacional deve reverter o esvaziamento da região central com uma ampla verticalização, que gere mais espaços públicos e áreas verdes e enseje a construção de imóveis para todas as classes sociais -é imprescindível promover a miscigenação de classes sociais, dissolvendo as fronteiras entre bairros "de pobres" e bairros "de ricos", que resultam apenas no ressentimento e na polarização da sociedade.
No âmbito dos projetos urbanos, é recomendável o foco em propostas de grande porte.
São Paulo vive um dos processos mais vigorosos de desconcentração industrial em curso no planeta. Áreas urbanas previamente ocupadas por indústrias, galpões, armazéns ou entrepostos buscam novas vocações. Sem um marco regulador forte, essas áreas serão tomadas por agentes imobiliários preocupados unicamente com seus empreendimentos, sem nenhuma consideração com a geração de bens públicos.
Na concepção, estruturação e execução de novos projetos urbanos, a prefeitura deve manter uma interlocução que não esteja limitada às construtoras e empreiteiras, ouvindo, consultando e mobilizando tanto a sociedade civil quanto instituições e organizações privadas.
Não temos, em São Paulo, nenhuma intervenção urbana como Puerto Madero, em Buenos Aires, ou o More London.
Nossas Berrinis, Paulistas e Faria Limas, quando comparadas a intervenções realizadas em outras grandes cidades, são inferiores em qualidade urbanística e arquitetônica. Nossos projetos sempre foram tímidos em escala e sofisticação.
Não é difícil apontar alvos para o próximo mandato: a área industrial do Jaguaré, o Ceagesp, o projeto do Hidroanel (que pode revolucionar o sistema de drenagem da cidade), o entorno do Rodoanel, o Minhocão e suas vizinhanças. É preciso também ampliar e revitalizar espaços públicos. Praças, calçadas, passeios, museus e ciclovias tornam a cidade mais acolhedora.
Em 1870, éramos 30 mil habitantes. Em 140 anos, chegamos a 20 milhões na região metropolitana. Foi um curto e explosivo processo de urbanização que privou São Paulo das marcas de sua história.
Na ausência de grandes monumentos históricos, de uma natureza exuberante e sob o influxo do crescimento desordenado, São Paulo tem de planejar cuidadosamente o futuro -um futuro no qual as novas tecnologias sejam aplicadas para a solução dos problemas urbanos e em que os cidadãos sejam prioridade absoluta.

MARISA MOREIRA SALLES, 53, editora e artista gráfica, é coordenadora do projeto Arq.Futuro (www.arqfuturo.com.br

domingo, 11 de março de 2012

Pontos Turísticos de Campos Eliseos - Sala São Paulo

No bairro de Campos Eliseos que pertence ao Distrito de Santa Cecilia na cidade de São Paulo existem vários pontos turísticos, esta semana vamos falar da melhor sala de música de São Paulo, creio que a melhor do Brasil.
A famosa SALA SÃO PAULO, localizada na Praça Julio Prestes, no coração de maior metrópole do Brasil e da América do Sul.O imponente edifício da Estrada de Ferro Sorocabana abriga hoje a Sala São Paulo, sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e uma das mais importantes casas de concertos e eventos do País.
Projetado por Christiano Stockler das Neves em 1925 ―período em que a cidade, estimulada pelo café e pela ferrovia, crescia em ritmo acelerado― o prédio, marcado pela sobriedade dos ornamentos e detalhes do estilo Luís XVI, seria concluído somente em 1938, quando a urbanização de São Paulo já se caracterizava pela presença de automóveis, minimizando a utilização de bondes e trens.
As principais áreas do edifício já vinham sendo locadas para a realização de festas e eventos institucionais quando, em 1997, a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo assume seu controle para transformá-lo no Complexo Cultural Júlio Prestes.
Situada no centro da Cidade, vizinha da Pinacoteca do Estado e do Museu de Arte Sacra, a Sala São Paulo fez realizar o potencial de revitalização da região.
Tombada como patrimônio histórico pelo Condephaat, a Sala São Paulo foi inaugurada em 9 de julho 1999 com a apresentação da sinfonia A Ressurreição, de Gustav Mahler, pela Osesp, para ser mantida como importante marco de nossa cidade.


Desejo que a matéria seja interessante e façam uma visita a esta sela magnífica, aos domingos entradas vips são liberadas as 10hs em caso de disponibilidade de assentos vagos.

Grande abraço e Viva São Paulo.
Ary Neto 
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O PROJETO ACÚSTICO
Por José Augusto Nepomuceno

O forro móvel é importante, mas não é tudo. A qualidade acústica da Sala São Paulo pousa e repousa em um universo grande, delicado, quase intangível de detalhes raramente comentados, mas dos quais dependem as nuances da música que ali é ouvida. O forro móvel sozinho não faz a qualidade acústica da Sala São Paulo ―e não faria de qualquer outra sala de concertos―. Ele é um aspecto importantíssimo da sala e ficará como uma marca registrada; mas, tenho certeza, não faz a missa toda.
Muitas das salas consagradas, veneradas por músicos, maestros e amantes da música sinfônica, não têm forro móvel ou qualquer dispositivo de ajuste acústico. Embora suas origens datem dos anos 60, a acústica ajustável é uma tendência que ganhou espaço nos projetos de novas salas apenas nos últimos 30 anos graças aos esforços de grandes mestres do design acústico como Kirkegaard, Jaffe, Tanaka e Johnson.
A geometria da Sala, a disposição dos balcões, o desenho das frentes dos balcões, o posicionamento do palco, a inexistência de carpetes ou cortinas, a espessura da madeira do palco, o desenho das poltronas, paredes pesadas, as irregularidades da arquitetura eclética do edifício existente compõem na Sala São Paulo um importante elenco de pequenas contribuições absolutamente fundamentais para a qualidade do seu clima acústico.
Se a Sala São Paulo tivesse o forro móvel correto, mas todos os demais elementos fossem incorretos, certamente a qualidade do clima acústico seria muitíssimo inferior. Mas se a Sala tivesse um forro fixo, com uma altura correta, e com todos os demais elementos corretos, seria menos versátil, a arquitetura existente seria menos valorizada e, mesmo assim, poderia chegar a ser acusticamente excelente.
Então para quê um forro móvel? Para quê ajustar a acústica da Sala?

RAZÕES MUSICAIS PARA UM FORRO MÓVEL
O projeto de salas de concerto, principalmente na segunda metade do século XX, tem procurado atender adequadamente a uma ampla gama do repertório sinfônico. Assim, embora seja possível construir uma sala de concertos de sucesso com uma ‘assinatura acústica fixa’ e tamanho único, o estado-da-arte nesse campo vem sendo o de projeto de salas que podem ser alteradas de maneira a atender a demanda acústica de espetáculos diferentes. Estas variações podem ser obtidas via eletrônica ou com mudanças na arquitetura da sala. Uma sala de referência, como deveria ser a Sala São Paulo requeria um projeto no estado-da-arte; assim, optou-se pela arquitetura variável e pela acústica ajustável.
Para garantir essa flexibilidade acústica foi proposto um forro totalmente móvel, cujo deslocamento faria variar o volume da Sala, criando ademais um ‘espaço acústico acoplado’, situado entre o forro e o piso técnico (onde estão alojados os equipamentos de acionamento do forro). O som atinge não só o forro mas o espaço acoplado, e com isso podem ser alteradas algumas nuances na resposta acústica da Sala. A potência e as características de reverberação deste espaço acoplado podem ser sintonizados por meio de bandeiras acústicas de veludo, que são acionadas ou recolhidas a partir de mecanismos situados no piso técnico. Tais bandeiras, por estarem acima do forro móvel, não são vistas pelos ouvintes, mas sua presença é certamente ouvida.
O forro é composto por quinze painéis, com espaçamento estrategicamente definido; sua movimentação permite o aumento controlado do volume da Sala e de seu tempo de reverberação.
Mas por que variar o tempo de reverberação? Cada tipo de música foi criado para um tipo de espaço e portanto com características diferentes de reverberação. Por exemplo, alguns tempos de reverberação preferidos de músicos, maestros e engenheiros de som são: sinfonias do ‘clássico’ como a Júpiter de Mozart: 1,5 segundo; sinfonias do ‘romântico’ como a Quarta de Brahms: 2,1 segundos; peças contemporâneas como A Sagração da Primavera de Stravinsky: 1,7 segundo.
O tempo de reverberação indica a demora verificada entre a emissão de um determinado som até esse som tornar-se inaudível. Uma sala reverberante é chamada de ‘viva’ e, ao contrário, uma sala com baixo tempo de reverberação é chamada de ‘morta’ ou ‘seca’. Teatros para palavra falada exigem tempo de reverberação curto para garantir a inteligibilidade do que é dito. Auditórios que usam amplificação eletrônica são tipicamente ‘mortos’, ‘secos’. Quando alguém toca um instrumento acústico neste tipo de ambiente parece que o som viaja até a primeira fileira de poltronas e aí...morre!
Em recitais, a definição (clareza) é um elemento fundamental e por essa razão a Sala São Paulo deve estar menos reverberante. O forro é colocado a uma altura baixa, com quase todos os painéis ajustados no mesmo nível. Peças orquestrais de Haydn, por exemplo, não precisam de muita reverberação, mas o forro é colocado um pouco mais acima, aumentando o volume de ar dentro da Sala, resultando em um tempo de reverberação um pouco mais alto. Para peças do ‘romântico’ é necessário um pouco mais de reverberação que nos exemplos anteriores e os painéis sobem mais. Em peças como o Réquiem de Brahms ou a Ressurreição de Mahler os tempos de reverberação são mais longos e o ‘loudness’ do som é elevado, exigindo regulagens diferenciadas, permitindo grande passagem de som entre a plateia e o espaço acoplado sobre o forro móvel.
O forro móvel consegue, portanto, além de uma simples regulagem ‘forro alto = alto tempo de reverberação’, ‘forro baixo = baixo tempo de reverberação’, mais experimentações em alterar a clareza em um ambiente de tempo de reverberação ajustável.
Um breve histórico da relação entre música, acústica e arquitetura pode ajudar a compreender melhor essa interdependência.
O período barroco (1600 – 1750) tem, entre alguns dos seus melhores exemplos, as obras de Bach, Händel, Corelli e Vivaldi. A música barroca era executada em espaços relativamente pequenos com as paredes acusticamente duras coma as dos salões de baile palacianos, que tinham considerável ‘intimidade’ quando ocupadas e tempo de reverberação na ordem de 1,5 segundo. Os compositores eram familiares com esse tipo de ‘ambiente acústico’ e as músicas eram escritas para ele.
Até hoje preferimos ouvir este tipo de música em ambientes pequenos, acusticamente íntimos e com baixos tempos de reverberação. Note-se que o termo ‘intimidade’, em acústica, refere-se à sensação subjetiva de que a música está sendo tocada em um ambiente de pequena dimensão; algumas vezes se fala de uma sala que tem ‘presença’, é acusticamente acolhedora. Entretanto, algumas peças de Bach, escritas para serem tocadas em igrejas, solicitam tempos de reverberação razoavelmente longos.
No período clássico, caracterizado pelas sinfonias de Haydn, Mozart e Beethoven, o uso de tempos de reverberação mais longos acompanha também o crescimento (em termos de dimensão) das salas de concertos. As primeiras salas de concertos ‘autênticas’ foram construídas na última metade do século XVIII e mostram enorme influência das salas das cortes. A Holywell Music Room em Oxford na Inglaterra, que foi completada em 1748 e recentemente renovada, tem capacidade para 300 pessoas e quando totalmente ocupada tem tempo de reverberação de 1,5 segundo.
No fim do século XVIII até meados do século XIX o gradual crescimento da popularidade de concertos acabou obrigando o crescimento das salas, que passam a ter um tempo de reverberação superior; essa tendência foi acompanhada de um aumento na presença tonal da música executada e no valor ‘dramático’ da música; ao mesmo tempo a ‘clareza’ sonora, típica da música escrita no estilo clássico, era preservada devido à geometria retangular de salas ‘estreitas’.
Alguns compositores criam peças pensando em uma sala de concerto específica. Por exemplo, Wagner compôsParsifal expressamente para seu Festspielhaus em Bayreuth, na Alemanha, e Berlioz compôs o Réquiem para Les Invalides em Paris, França.

UMA SALA DE CONCERTOS AFINADA E AJUSTADA
Ter uma sala que possa regular sua acústica, como a Sala São Paulo, é interessante para acomodar essas e outras sutilezas acústicas. Quando o forro sobe ou desce, ele aumenta ou diminui o volume de ar dentro da sala. Este movimento altera efetivamente o dimensionamento físico e, consequentemente, o tempo de reverberação do som. Mas há outros fatores igualmente importantes na regulagem acústica de uma sala.
Salas de concerto são espaços para música e exigem tempos de reverberação mais longos que os teatros, garantindo a clareza na audição da música, dando vida à sala, permitindo que ela ‘cante’. E para que a sala possa cantar (e encantar) é preciso que responda com excelência acústica e generosidade. Nada de acanhamentos, da acústica abafada de cinemas e teatros ‘secos’. Hope Banegal afirmava que todo auditório deriva de duas classes: os que evoluíram dos sons das cavernas e os que evoluíram do som ao ar livre. As salas de concerto evoluíram das cavernas e os teatros do som ao ar livre.
Uma sala tem ‘especialidade’ se a música executada parece para o ouvinte como sendo tocada por uma fonte mais larga que a largura visual da fonte em si (no caso, a orquestra). Este atributo é chamado de ‘largura aparente da fonte’. Na Sala São Paulo, sendo retangular e ‘estreita’, as reflexões primárias do som chegam lateralmente e parecem ‘alargar’ a fonte, dando a sensação de espacialidade e de envolvimento.
Na Sala São Paulo desejava-se presença tonal, envolvimento, brilho e por isso foram banidas as cortinas e carpetes. A absorção acústica é controlada pela área de poltronas, pelo tipo de poltronas e pelo número de pessoas sentadas e pelo volume de ar dentro da sala. As paredes, o forro, as frentes dos balcões, o piso de madeira, todos têm baixa absorção acústica comparada com a presença de pessoas.
A presença exuberante de sons de baixa frequência (sons graves) depende de paredes, tetos e pisos de materiais sólidos e com baixa absorção acústica. As principais salas de concertos europeias do século passado eram construídas com materiais sólidos e pesados. Por outro lado, ranhuras e pequenas irregularidades são importantes nas salas de concerto para a difusão do som e a qualidade do clima acústico, como comprova os estudos dos professores Haan e Fricke da Universidade de Sydney, Austrália (1993). Alguns autores de renome creditam a presença de irregularidades como aspecto fundamental na resposta acústica de salas.
Alguns exemplos de alta qualidade são a Grosser Musikvereinsaal de Viena e o Boston Symphony Hall com o forro em ranhuras e ‘degraus’, estátuas, nichos e ornamentação nas paredes laterais. E um exemplo de paredes lisas e baixa difusidade poderia ser o London Barbican Hall em Londres, Inglaterra, que até a renovação em 1994 tinha classificação acústica desfavorável.
A Sala São Paulo é marcada por uma grande quantidade de pequenas irregularidades que vão desde os capitéis de colunas até figuras moldadas e recortes de paredes. Estes elementos, que faziam parte do projeto arquitetônico original da sala, foram arduamente explorados no projeto acústico para garantir excelente difusão. Além deles, outros elementos foram adicionados pelo projeto da Sala, em função dessas necessidades acústicas: a frente dos balcões, a estrutura do forro móvel que faz um recorte com bordas mais salientes, o forro propriamente dito e que tem o mesmo tipo de ranhura dos balcões, são também importantes elementos de difusão.
Quando se ouve um concerto sinfônico numa sala com acústica de qualidade superior fica-se imerso em um campo sonoro. Uma experiência delicada das relações espaço-tempo. Todo o volume de ar da sala canta ou soa a partir de múltiplas reflexões do som nas suas superfícies. As salas de concerto que são excelentes cantam ou soam como instrumento. Nada nelas é colocado para ‘corrigir’ o som.

O PROJETO DA SALA SÃO PAULO 
O projeto da Sala São Paulo é um exemplo vivo no qual acústica e arquitetura fundem-se num único corpo que é a própria sala. Tudo é acústica e tudo é arquitetura. Nela pude exercitar o desenho acústico, em oposição à noção redutora e medíocre de tratamento acústico tão arraigada em nosso meio.
Ao invés de congelar a acústica como disciplina complementar ―o que de resto é inaceitável num projeto de salas de concertos, teatros, salas de ópera― ou como tarefa de conforto ambiental, a definir revestimentos que supostamente podem melhorar condições acústicas, tive neste projeto a missão de desenhar a sua acústica junto com a arquitetura. Auxiliar a esculpir os vazios e volumes internos em busca da sonoridade da Sala; fazendo com que a Sala respondesse acusticamente. Balcões, poltronas, ranhuras dos balcões, posicionamento das poltronas, distância entre faces de balcões e todos os demais detalhes já mencionados.
Para desenvolver um projeto assim é preciso interlocutores de ouvidos abertos, e pude ser interpretado corretamente pelo Nelson Dupré e por Ismael Solé, respectivamente arquiteto e coordenador do projeto. Quase que diariamente nos reuníamos para discutir o projeto.
A cada passo de um, a marcação dos outros; e assim avançamos. Quando estudamos juntos a opção para inserção dos balcões entre as colunas passei semanas trabalhando horas a fio, de forma a garantir que a solução arquitetônica do Nelson ―a única que eu considerava aceitável― e defendida por Sole tivesse o mesmo nível de excelência que a opção de balcão contínuo oferecido pela consultoria norte-americana.
Foi ao meu ver essencial, para a definição e a categoria acústica que a Sala São Paulo tem, a colaboração do engenheiro acústico e maestro Christopher Blair, que participou do projeto básico da sala. Entre outros assuntos, ele estudou as características principais da Sala em um modelo acústico físico, e que serviu de norte para todo o nosso projeto básico.
Este trabalho teve também enormes desafios não divulgados. Um deles é o projeto dos isoladores de vibrações da laje flutuante, no qual tivemos a colaboração do engenheiro Bernard Baudouin. Graças à sua inventividade chegamos a uma solução muito eficaz, quando parecia ser impossível obtê-la no Brasil.
Por fim, fico ainda hoje emocionado todas as vezes que visito colegas, arquitetos, salas de concerto e teatros em outros lugares no Brasil e no mundo e me perguntam se conheço uma sala de concertos no Brasil que foi construída do lado de uma estrada de trem.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

REGIÃO DE CAMPOS ELISEOS VAI ABRIGAR MUSEU DE HISTORIA NATURAL

Anunciado pelo Governador Geraldo Alkimin no Podcast pelo site http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias
a região de Campos Eliseos / Nova Luz será considerada em breve um Polo Cultural dentro da capital de São Paulo.
Além dos já comentados instrumentos culturais anunciados outros projetos "navegam" nas aprovações e licitações do governo.
Na região de Central de São Paulo teremos investimento cultural do Complexo Cultural Luz com o Teatro de Ópera e Dança com terreno liberado para inicio das obras e o Museu de História Natural os dois em Campos Eliseos e na Santa Ifigênia o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE).
O Governador Geraldo Alckmin promete como campanha de governo tornar São Paulo o Polo Cultural mais forte da America Latina digna de ser comparada as grandes capitais culturais do mundo.
Segue mapas da região.
Grande abraço
Ary Neto


Centro de tratamento de dependentes químicos da capital atenderá 24h


SP investirá R$ 250 mi em 700 leitos de internação, além de uma central telefônica para orientação
(Atualizado às 15h12)
O governador Geraldo Alckmin anunciou nesta terça-feira, 14, que o Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas (Cratod), unidade da Secretaria da Saúde no Bom Retiro, região central da capital paulista, passará a funcionar em período integral a partir de março, incluindo finais de semana e feriados, ampliando a assistência aos usuários, com nove leitos de observação para casos agudos. Cerca de 80 novos profissionais deverão ser contratados para a unidade.

"Para quem precisar de atendimento médico, psicológico, teremos equipes multiprofissionais formadas 24h, sete dias por semana. Aumentou a procura voluntária por tratamento, já chegamos a 224 pacientes internados, 1.182 atendimentos de saúde. Nós temos hoje 482 leitos, todos à disposição do SUS, e teremos, ainda no primeiro semestre, mais 247 leitos e esperamos chegar rapidamente 1.200 leitos", afirmou o governador.

Além disso, o Governo investirá R$ 250 milhões nos próximos dois anos para implantar 700 novos leitos de internação para dependentes em álcool e drogas no Estado de São Paulo. Os novos leitos irão totalizar 1,2 mil vagas custeadas integralmente pelo governo do Estado para atender aos pacientes.

O Cratod também terá uma central telefônica exclusiva para tirar dúvidas da população sobre drogas, alertar sobre riscos e orientar sobre serviços gratuitos de atendimento a dependentes na capital e em outras localidades do Estado. Não será necessária a identificação do usuário que ligar para o serviço.

"A ampliação das vagas para internação de dependentes químicos reforça o compromisso pioneiro de São Paulo em oferecer alternativas ao tratamento ambulatorial , em uma rede estruturada em diferentes níveis de atenção para a efetiva reabilitação dos usuários", afirma o secretário da Saúde, Giovanni Guido Cerri.

O Centro de Referência
Inaugurado em 2002, o Cratod é uma unidade de assistência multidisciplinar a dependentes de substâncias psicoativas que oferece acompanhamento especializado por equipe de médicos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e até dentistas, além de distribuição gratuita de medicamentos e oficinas terapêuticas. Em 2011 a unidade realizou 27 mil atendimentos, aproximadamente.

Além disso, o Cratod promove ações comunitárias em ruas movimentadas da região central da cidade, orientando a população sobre os riscos do consumo de derivados do tabaco, álcool e drogas. O centro estadual de referência também realiza a capacitação de profissionais de saúde dos municípios para a implantação dos Caps Ad (Centros de Atenção Psicossocial - Álcool e Drogas).

Atualmente a Secretaria da Saúde mantém 482 leitos, em clínicas próprias ou serviços contratados, para internação de dependentes químicos no Estado. Essas vagas são custeadas integralmente com recursos do tesouro estadual.

De imediato serão implantados, ainda no primeiro semestre deste ano, 247 leitos, dos quais 40 na capital, 135 em Itapira e 72 no município de Botucatu. Os demais deverão ser abertos até o final de 2014. Caberá aos municípios realizar a triagem desses pacientes, verificando a necessidade de internação. A Secretaria deverá investir cerca de R$ 25 milhões por ano para custear a totalidade dos novos leitos a serem criados.

No Hospital das Clínicas
Na cidade de São Paulo, o Hospital das Clínicas da FMUSP terá um prédio voltado, exclusivamente, ao tratamento de dependência química. Com 70 leitos, o local também abrigará uma unidade do Centro de Atenção Psicossocial (Caps Ad), que atenderá 25 pacientes de alta complexidade por dia,  e uma unidade do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), que receberá até 14 famílias diariamente.

O centro do HC contará com equipes multidisciplinares, com assistentes sociais, enfermeiros e psicólogos, responsáveis por conhecer o cenário social do paciente: se ele tem emprego, família, quem são os amigos e se o uso de drogas e álcool faz parte do dia-a-dia dele.

Também haverá escritórios, centros de pesquisa, salas de aula e salas de reuniões para familiares. A unidade, que deverá ser implantada em uma área de 3 mil metros quadrados do Hospital Cotoxó (serviço hospitalar do HC no bairro da Pompéia), terá como finalidade, além da assistência aos dependentes químicos, testar novos tratamentos e expandi-los para outras regiões do País.
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Grande abraço
Ary Neto

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Pontos Turísticos de Campos Eliseos - Estação Júlio Prestes


No bairro de Campos Eliseos que pertence ao Distrito de Santa Cecilia na cidade de São Paulo existem vários pontos turísticos que vou apresentar em uma série de matérias a partir de hoje.
A estação ferroviária monumental existente no Centro de São Paulo é inspirada nas estações norte-americanas Grand Central e Pennsylvania. 
Ela é de 1926 e fica na Praça Julio Prestes. Particularidade interessante: a plataforma foi construída com estrutura metálica do hangar do Zepelim no Rio de Janeiro.
A Estação Júlio Prestes abriga, desde julho de 1999, a Sala São Paulo onde fica a sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. O grande hall foi transformado numa moderna sala de concertos e as demais dependências, em escola de música. A reforma foi feita pelo Governo do Estado de São Paulo.
No saída do trem existe uma exposição pop no muro da ferrovia que vale conferir.(fotos anexas)
Exposição na saída do trem- Fonte Ary Neto

 Fonte Ary Neto

A estação Julio Prestes pertence a concessionaria CPTM e liga a Estação Barra Funda-Palmeiras do Mêtro em apenas uma estação.
Situada na Praça Julio Prestes com Alameda Cleveland dentro do bairro de Campos Eliseos.
Para Visitar a Sala São Paulo, basta ir até a Estação Barra Funda-Palmeiras pegar o trem em direção a Estação Julio Prestes. Tempo estimado : 3 minutos.



Visite e desfrute desta linda obra arquitetônica.
Grande abraço
Ary Neto

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

CAMPOS ELISEOS LIVRE DO CRACK

SUCESSO NA OPERAÇÃO CONTRA AS DROGAS NO DISTRITO DE SANTA CECILIA

OPERAÇÃO DA PM E DE NOSSOS GOVERNANTES NA ALAMEDA HELVETIA
CONTRA OS CRACKREIROS RENDE BAIRRO BONITO E LIMPO.

GRANDE ABRAÇO
ARY NETO





segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Por que SP não resolve o problema da cracolândia?


Do abandono das ruas ao desperdício de verba pública, entenda a história de degradação da região no centro e as possíveis soluções

Rodrigo Brancatelli/ REPORTAGEM. Rodrigo Fortes/ INFOGRAFIA





Ary Neto
São Paulo Viva

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

AÇÃO DA PM NA REGIÃO DE CAMPOS ELISEOS É SUCESSO !!!

SEMANA DE FESTA !!!!!!
FIM DA "NOVA CRACOLÂNDIA" SURPREENDE MORADORES DE CAMPOS ELISEOS.
04/01/2012 22:30

Caros amigos, é com grande satisfação que os moradores de Campos Eliseos dão as Boas Vindas a PM ( Policia MIlitar ).
Cada canto do nosso bairro esta sendo monitorado pala PM, a Prefeitura de São Paulo está dando um show a parte na limpeza
urbana da nossa região, desde a Alameda Helvétia, Alameda Dino Bueno e Alameda Cleveland estão com áreas limpas,
calçadas sem detritos fisiológicos e a cada esquina sacos grandes com lixos...sem estar rasgado como de costume.
Nosso bairro só tem a agradecer por esta excelente ação conjunta.
Moradores, vamos colaborar e denunciar através do 181 qualquer suspeita de drogas.
Abaixo segue fotos atuais.
Grande Abraço
Ary Neto


Rua fica vazia após retirada de dependentes da cracolândia, no centro de SP Leia mais

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

INCÊNDIO EM FAVELA NO BOM RETIRO

Fogo começou em galpão abandonado e se alastrou para Favela do Moinho. Uma pessoa morreu carbonizada e três ficaram feridas.


Incêndio foi grave e de grande proporção. Aproximadamente 40 viaturas estavam no centro de SP
Um incêndio de grande porte em um galpão abandonado em Campos Elíseos, no centro de São Paulo, atingiu centenas barracos da Favela do Moinho. Moradores de rua que estavam no galpão foram resgatados com o uso do helicóptero Águia da PM. O fogo, que teve início às 10h30, foi controlado por volta das 12h50. Uma hora depois, os bombeiros confirmaram a morte de uma vítima. O corpo, ainda não identificado, foi encontrado carbonizado.
Na comunidade do Moinho há 1.656 moradores e 532 barracos. É o que revela o Censo Demográfico - Aglomerados Subnormais de 2010, divulgado na quarta-feira (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ao todo, 37 viaturas foram deslocadas para a rua Dr. Elias Chaves, altura do número 20. Segundo os bombeiros, 120 homens participaram no combate às chamas. Até o momento, há informação de um morto e três pessoas feridas. Uma vítima foi encaminhada ao pronto-socorro do Tatuapé com o punho fraturado e queimaduras. Outras duas apresentaram sinais de intoxicação e foram levadas para a Santa Casa.
Trânsito e trens
O trânsito e o funcionamento da linha férra da Companhia Paulista de Trens Metrpolitanos (CPTM) são afetados com o incêndio. A fumaça é densa no local. Bombeiros contam com a apoio das viaturas da Polícia Militar, Defesa Civil, Eletropaulo e Companhia de Engenharia e Tráfego (CET).Segundo o órgão de trânsito, há lentidão no viaduto Engenheiro Orlando Morgel com rua do Bosque, devido curiosidade dos motoristas que reduzem a velocidade.
Resgate das vítimas estão sendo realizados com helicóptero Águia da PM. Não há registro de mortes
Até o momento, os seguintes trechos foram interditados: avenida Rio Branco com rua Ribeiro da Silva; rua Ribeiro da Silva com Barão de Piracicaba; rua Barão de Piracicaba com Dino Bueno. Asugestão do órgão de trânsito é que o motorista evite a região. Desvios podem ser realizados pela av. Rio Branco e alameda Nothmann.
O local do incêndio fica ao lado de uma linha de trens da CPTM. Para a segurança dos passageiros, a circulação foi interrompida em duas linhas: na 7-Rubi entre as estações Luz e Barra Funda e na 8-Diamante entre as estações Barra Funda e Julio Prestes. A alternativa para os usuários que precisam acessar a região é pelo Metrô nas integrações gratuitas das estações Palmeiras-Barra Funda e Luz. Os usuários estão sendo informados pelo sistema de som dos trens e estações.
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GRANDE ABRAÇO
ARY NETO