TEM DIAS QUE ACORDAR E REVER PROCESSOS É NECESSÁRIO, ENCONTRAR UMA SAÍDA PARA UMA SÃO PAULO VIVA, COM DIGNIDADE E QUALIDADE DE VIDA É UM SONHO. ESTE BLOG FALA DISSO, DOS PROBLEMAS E SOLUÇÕES PARA VIVER MELHOR NESTA QUE JÁ É CONSIDERADA UMA DAS TRÊS MAIORES CIDADES DO PLANETA. POR UM "CAMPOS ELISEOS" MELHOR, POR UMA SÃO PAULO VIVA !!! "LEIA O ARQUIVO DESTE BLOG VOCÊ VAI GOSTAR !!!" GRANDE ABRAÇO ARY NETO
Campos Eliseos
CAMPOS ELISEOS - SÃO PAULO
quarta-feira, 10 de abril de 2013
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
DESCASO, CRACK E VÍTIMAS EM PLENO CENTRO DE SÃO PAULO. (CARNAVAL 2013)
A cada dia que passa me pergunto o que nossos governantes pensam deste abandono das vítimas do Crack.
Após 1 ano do Fim da "Nova Cracôlandia" nada mudou, mais e mais pessoas utilizam Crack a céu aberto, mesmo com tantos chamados no "190" da Polícia, após tantas reportagens sobre o assunto, mesmo com a internação compulsória, a Praça Julio Prestes e arredores continuam com este estigma.
Enquanto na Avenida Nova Faria Lima e na Avenida Paulista nossos governantes mostram luxo e limpeza, na região de Campos Eliseos o abandono é total.
Com a entrada de Fernando Haddad nada ainda mudou, o lixo e descaso imperam.
Este assunto ainda não é prioridade e os intelectuais que cuidam do assunto não sabem bem por onde começar.
Que tal arrumar um lugar certo para eles utilizarem essa droga, um cercado de 1.000 m2 onde o Ministério da Saúde possa dar assistencia, um lugar onde mesmo utilizando Crack, possam ser cuidados, a rua já mostrou não ser o local pra eles, parecem bichos desorientados.
Também pensei em levar todo Craqueiro para trabalhar em reciclagem de lixo, pois eles são especialistas em abrir sacos, desmontar coisas, eles separam tantos itens que chegam a desmontar uma televisão peça a peça só pra achar uma pedra lá dentro.
Se um cachorro louco é preso pela carrocinha, como devemos tratar drogados loucos, vítimas desta droga avassaladora chamada Crack.
Fotos tiradas no Carnaval 2013 que revelam nada...nenhuma mudança, nenhuma novidade.
Governantes qual é o PLANO para tratar este assunto?
2013 já começou e pelo jeito ainda temos muito dever de casa pra fazer.
FORÇA GENTE !!! QUEM SABE ALGUM DIA TEMOS NOVIDADES ?


São Paulo Viva registra mais descaso de Crack e Lixo em Campos Eliseos- São Paulo.
Muito triste !!! by Ary Neto
Após 1 ano do Fim da "Nova Cracôlandia" nada mudou, mais e mais pessoas utilizam Crack a céu aberto, mesmo com tantos chamados no "190" da Polícia, após tantas reportagens sobre o assunto, mesmo com a internação compulsória, a Praça Julio Prestes e arredores continuam com este estigma.
Enquanto na Avenida Nova Faria Lima e na Avenida Paulista nossos governantes mostram luxo e limpeza, na região de Campos Eliseos o abandono é total.
Com a entrada de Fernando Haddad nada ainda mudou, o lixo e descaso imperam.
Este assunto ainda não é prioridade e os intelectuais que cuidam do assunto não sabem bem por onde começar.
Que tal arrumar um lugar certo para eles utilizarem essa droga, um cercado de 1.000 m2 onde o Ministério da Saúde possa dar assistencia, um lugar onde mesmo utilizando Crack, possam ser cuidados, a rua já mostrou não ser o local pra eles, parecem bichos desorientados.
Também pensei em levar todo Craqueiro para trabalhar em reciclagem de lixo, pois eles são especialistas em abrir sacos, desmontar coisas, eles separam tantos itens que chegam a desmontar uma televisão peça a peça só pra achar uma pedra lá dentro.
Se um cachorro louco é preso pela carrocinha, como devemos tratar drogados loucos, vítimas desta droga avassaladora chamada Crack.
Fotos tiradas no Carnaval 2013 que revelam nada...nenhuma mudança, nenhuma novidade.
Governantes qual é o PLANO para tratar este assunto?
2013 já começou e pelo jeito ainda temos muito dever de casa pra fazer.
FORÇA GENTE !!! QUEM SABE ALGUM DIA TEMOS NOVIDADES ?


São Paulo Viva registra mais descaso de Crack e Lixo em Campos Eliseos- São Paulo.
Muito triste !!! by Ary Neto
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
COMPLEXO CULTURAL LUZ EM CAMPOS ELISEOS - INICIO EM 2013
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São Paulo
Prefeitura de SP afirma que projeto Nova Luz é tecnicamente inviável
Plano de revitalização deve ser transformado em Parceria Público-Privada.
Ideia é reaproveitar investimento de R$ 14 milhões já realizado.
A Prefeitura de São Paulo disse em nota nesta quinta-feira (24) que fez uma reunião com o consórcio responsável pelo projeto da Nova Luz e que avaliou que a proposta é financeiramente inviável. O projeto de revitalização da área no Centro de São Paulo criado durante a gestão Gilberto Kassab (PSD) deve ser transformado em uma parceria público-privada. A prefeitura também disse que vai tentar aproveitar os investimentos que já foram feitos até agora, que passam dos R$ 14 milhões.
Ainda segundo a nota, "o plano urbanístico elaborado tem méritos e, portanto, a Prefeitura estudará seu aproveitamento dentro da lógica das PPPs, o que permite a execução de forma segmentada no espaço para o qual foi projetado."
A nota informa ainda que a "administração pretende trabalhar pela requalificação dessa região com base nas parcerias público-privadas, conforme foi exemplificado no anúncio recente da licitação para a construção de 16 mil moradias de interesse social no centro da cidade, com aporte financeiro da Prefeitura, Governo do Estado e Governo Federal (Minha Casa Minha Vida)."
A Justiça do Estado de São Paulo determinou que a prefeitura faça alterações no projeto Nova Luz, que ainda não saiu do papel. O projeto anterior da Prefeitura previa reconstruir 30% dessa área na região central de São Paulo, também conhecida por abrigar em parte dela a cracolândia.
A sentença da juíza Luiza Barros Rozas, da 6ª Vara da Fazenda Pública da capital, considera que a Prefeitura tem que levar em conta o Plano Diretor do município e outras leis referentes ao uso do solo.
A Defensoria Pública, responsável pela ação que culminou na nova decisão, afirma que a legislação não foi respeitada quando a prefeitura não fez um levantamento de pessoas que moram na região e que podem ser afetadas pelo projeto, em especial pelas desapropriações. A Defensoria disse ainda que o conselho gestor que foi formado para discutir a proposta e que por lei deve ter a presença dos moradores não seguiu todas as regras previstas.
Segundo a juíza Luiza Barros Rozas, “a situação atual é de constante desrespeito da Prefeitura para com a exigência constitucional e infraconstitucional de necessidade de participação popular.” A prefeitura poderá recorrer da decisão, mas não informou até a publicação desta reportagem qual procedimento iria adotar.
A presidente da Associação Amo a Luz, Paula Ribas, e moradora da região, conta que a Prefeitura não respondeu a questionamentos feitos pelos moradores sobre o que fariam com moradores e comerciantes que seriam retirados de seus imóveis para desapropriação.
Segunda Paula, a comunidade não é contra a requalificação da Luz. “O projeto vai ter que ser construído com a sociedade civil organizada para atender a toda a diversidade social e econômica da região”. Uma das críticas da moradora é que o projeto da gestão Kassab não trazia uma proposta de ação contra os usuários de crack.
Imbróglio
Trata-se de mais uma decisão relativa ao projeto Nova Luz. No ano passado, a Defensoria e lojistas conseguiram decisões que suspendiam o projeto. As liminares, no entanto, foram derrubadas posteriormente pelo Tribunal de Justiça.
Fonte: G1
Ideia é reaproveitar investimento de R$ 14 milhões já realizado.
A Prefeitura de São Paulo disse em nota nesta quinta-feira (24) que fez uma reunião com o consórcio responsável pelo projeto da Nova Luz e que avaliou que a proposta é financeiramente inviável. O projeto de revitalização da área no Centro de São Paulo criado durante a gestão Gilberto Kassab (PSD) deve ser transformado em uma parceria público-privada. A prefeitura também disse que vai tentar aproveitar os investimentos que já foram feitos até agora, que passam dos R$ 14 milhões.
saiba mais
"O prefeito Fernando Haddad recebeu em audiência, no dia 22 de janeiro, os representantes do Consórcio Aecom/Nova Luz, que fizeram uma exposição do projeto contratado pela gestão anterior para a região da Nova Luz. Do ponto de vista econômico-financeiro, a proposta, como foi originalmente concebida, na forma de concessão urbanística, se mostrou tecnicamente inviável. A recomendação do próprio grupo é que a proposta seja analisada na forma de PPP (parceria público-privada)", diz a nota da Prefeitura.Ainda segundo a nota, "o plano urbanístico elaborado tem méritos e, portanto, a Prefeitura estudará seu aproveitamento dentro da lógica das PPPs, o que permite a execução de forma segmentada no espaço para o qual foi projetado."
A nota informa ainda que a "administração pretende trabalhar pela requalificação dessa região com base nas parcerias público-privadas, conforme foi exemplificado no anúncio recente da licitação para a construção de 16 mil moradias de interesse social no centro da cidade, com aporte financeiro da Prefeitura, Governo do Estado e Governo Federal (Minha Casa Minha Vida)."
A Justiça do Estado de São Paulo determinou que a prefeitura faça alterações no projeto Nova Luz, que ainda não saiu do papel. O projeto anterior da Prefeitura previa reconstruir 30% dessa área na região central de São Paulo, também conhecida por abrigar em parte dela a cracolândia.
A sentença da juíza Luiza Barros Rozas, da 6ª Vara da Fazenda Pública da capital, considera que a Prefeitura tem que levar em conta o Plano Diretor do município e outras leis referentes ao uso do solo.
A Defensoria Pública, responsável pela ação que culminou na nova decisão, afirma que a legislação não foi respeitada quando a prefeitura não fez um levantamento de pessoas que moram na região e que podem ser afetadas pelo projeto, em especial pelas desapropriações. A Defensoria disse ainda que o conselho gestor que foi formado para discutir a proposta e que por lei deve ter a presença dos moradores não seguiu todas as regras previstas.
Segundo a juíza Luiza Barros Rozas, “a situação atual é de constante desrespeito da Prefeitura para com a exigência constitucional e infraconstitucional de necessidade de participação popular.” A prefeitura poderá recorrer da decisão, mas não informou até a publicação desta reportagem qual procedimento iria adotar.
A presidente da Associação Amo a Luz, Paula Ribas, e moradora da região, conta que a Prefeitura não respondeu a questionamentos feitos pelos moradores sobre o que fariam com moradores e comerciantes que seriam retirados de seus imóveis para desapropriação.
Segunda Paula, a comunidade não é contra a requalificação da Luz. “O projeto vai ter que ser construído com a sociedade civil organizada para atender a toda a diversidade social e econômica da região”. Uma das críticas da moradora é que o projeto da gestão Kassab não trazia uma proposta de ação contra os usuários de crack.
Imbróglio
Trata-se de mais uma decisão relativa ao projeto Nova Luz. No ano passado, a Defensoria e lojistas conseguiram decisões que suspendiam o projeto. As liminares, no entanto, foram derrubadas posteriormente pelo Tribunal de Justiça.
Fonte: G1
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
REVITALIZAÇÃO DE CAMPOS ELISEOS
Campos Elíseos
LINK:
O Bairro, o Santuário e o Liceu Coração de Jesus
Campos Elíseos: antiga região de chácaras; primeiro loteamento planejado da cidade de São Paulo; local onde a elite do café passa a construir seus palacetes residenciais.
De Chácara Rio Branco a Campos Elíseos: Frederico Glete e Victor Nothmann adquiriram a chácara, mandaram abrir ruas que se transformaram posteriormente nas ruas dos Protestantes, Triunfo, Andradas, Piracicaba, Helvetia, Glete, Nothmann entre outras.
Origem do nome: Campos Elíseos (do grego Pedios Êlysion), segundo Homero, era o lugar de repouso dos heróis e dos humanos virtuosos após a morte, portanto o nome dado ao bairro paulistano pode estar relacionado com a mitologia grega, ou então, pode fazer referência direta ao “Les Champs Elyseés”, de Paris.
A história: a história do Bairro Campos Elíseos está ligada, principalmente, às áreas religiosa, educacional e administrativa.
Religiosa: a antiga capela em honra ao Coração de Jesus, construída pelos Vicentinos, confiada aos Salesianos, cedeu lugar a uma nova construção, um grande Santuário. Em 1880 reinicia-se a construção do novo Templo, com o decidido apoio de D. Veridiana Prado, do conde Prates e, especialmente, do povo paulista. Em 1901 estava praticamente pronto. A solene torre, que em 1922 era um dos três pontos mais altos da cidade, mede 62m incluindo os 7 m do pedestal e os 7 m do Cristo Redentor. De estilo romano em forma basilical, é constituído por três naves, sendo as laterais abobadadas. É o mais antigo templo de estilo clássico-renascentista de São Paulo. O Santuário Coração de Jesus marca o início da renovação da arte sacra da capital paulista.
Educacional: construção do famoso Liceu de Comércio Artes e Ofícios, em 1885, a princípio para atender filhos de escravos dos fazendeiros de café e depois os filhos dos imigrantes italianos. Inicialmente, oferecia ensino gratuito em oficinas profissionalizantes de sapataria e alfaiataria. Só mais tarde, inaugurou o internato acolhendo os filhos de cafeicultores. Há pelo menos quinze anos, o Liceu Coração de Jesus, juntamente a outras instituições, passou a sofrer com a degradação da região central de São Paulo.
Administrativa: nos Campos Elíseos, o palacete de Pacheco e Chaves- construção iniciada em 1896 e concluída em 1899- foi adquirida pelo estado e tornou-se residência oficial dos governadores do estado de São Paulo. Entre 1935 e 1965, foi também sede do governo, até a transferência para o Palácio dos Bandeirantes. Em 1972 passou a sede da Secretaria da Cultura, Esportes e Turismo depois a sede da Secretaria da Ciência, Tecnologia do Estado e atualmente (2011) depois de restaurado externamente, aguarda verba para restauro de seu interior.
Como se pode perceber, o Santuário e o Liceu Coração de Jesus tornam a história do bairro Campos Elíseos mais rica e valorosa tanto nas áreas intelectual e social quanto arquitetônica.
A localização do bairro era privilegiada: próximo da Estação Ferroviária Sorocabana, inaugurada em 1878, (atual estação Estação Júlio Prestes) e da Estação da Luz e, ao mesmo tempo, não muito longe do centro da cidade. Assim, os espaçosos terrenos do loteamento tornaram-se ideais para abrigar as mansões e residências dos barões do café quando vinham à capital a negócios. Algumas das ruas foram batizadas com os sobrenomes destes empresários ou em homenagem aos seus países de origem, como Alameda Glette, Alameda Nothmann, Alameda Cleveland e Rua Helvétia, nome como também é conhecida a Suíça.
Em 1911, nessa região, numa atitude, para a época, arrojada, os salesianos construíram o “Grande Liceu de Artes, Ofícios e Comércio”, a princípio para atender uma população carente, tornando-se depois uma renomada instituição pedagógica. Nas cercanias localizava-se o principal hospital da cidade na época, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
No início do Séc. XX, Campos Elíseos já era um bairro bastante elegante, abrigando as mansões e residências dos barões do café e a residência oficial do Presidente do Estado de São Paulo (atual governador): o Palácio dos Campos Elíseos, na Av. Rio Branco, uma de suas vias mais importantes.
A partir da década de 1930, o bairro, Campos Elíseos, sofreu um revés com a falência de grande número de Barões do Café, fato que os obrigou a se mudarem para outros bairros e, muitos casarões e mansões foram demolidos, cedendo espaço a prédios de apartamentos. Outros foram alugados e sublocados, transformando-se em pensões, cortiços e moradias coletivas precárias.
Entre as décadas de 1930 e 1990 outros fatores também contribuíram para a decadência progressiva do bairro. Citamos como exemplo a inauguração da estação rodoviária da cidade; a transferência da sede e da residência oficial do governador do estado de São Paulo para o Morumbi (Palácio dos Bandeirantes), diminuindo a relativa importância política do bairro, a conservação de ruas e o policiamento que havia em torno do governador; o processo de decadência e esvaziamento do centro da cidade, a partir da década de 1970; a vizinhança com os bairros da Luz e Santa Ifigênia, áreas conhecidas como Cracolândia, onde a prostituição, a marginalidade, o consumo de drogas prosperavam; e, ainda, podemos acrescentar o desinteresse da classe média em adquirir apartamentos nos prédios, em sua maioria construídos entre as décadas de 1930 e 1940, época em que não se justificavam a construção de garagens, tão pouco de áreas de lazer. Enfim, a derrocada é evidente, mas ainda há esperança de preservarmos o que restou desse passado retumbante e “virarmos a mesa”, o museu é um bom exemplo.
Fonte:http://epaummuseunacracolandia.wordpress.com/campos-eliseos-ou-cracolandia/
Campos Elíseos: antiga região de chácaras; primeiro loteamento planejado da cidade de São Paulo; local onde a elite do café passa a construir seus palacetes residenciais.
De Chácara Rio Branco a Campos Elíseos: Frederico Glete e Victor Nothmann adquiriram a chácara, mandaram abrir ruas que se transformaram posteriormente nas ruas dos Protestantes, Triunfo, Andradas, Piracicaba, Helvetia, Glete, Nothmann entre outras.
Origem do nome: Campos Elíseos (do grego Pedios Êlysion), segundo Homero, era o lugar de repouso dos heróis e dos humanos virtuosos após a morte, portanto o nome dado ao bairro paulistano pode estar relacionado com a mitologia grega, ou então, pode fazer referência direta ao “Les Champs Elyseés”, de Paris.
A história: a história do Bairro Campos Elíseos está ligada, principalmente, às áreas religiosa, educacional e administrativa.
Religiosa: a antiga capela em honra ao Coração de Jesus, construída pelos Vicentinos, confiada aos Salesianos, cedeu lugar a uma nova construção, um grande Santuário. Em 1880 reinicia-se a construção do novo Templo, com o decidido apoio de D. Veridiana Prado, do conde Prates e, especialmente, do povo paulista. Em 1901 estava praticamente pronto. A solene torre, que em 1922 era um dos três pontos mais altos da cidade, mede 62m incluindo os 7 m do pedestal e os 7 m do Cristo Redentor. De estilo romano em forma basilical, é constituído por três naves, sendo as laterais abobadadas. É o mais antigo templo de estilo clássico-renascentista de São Paulo. O Santuário Coração de Jesus marca o início da renovação da arte sacra da capital paulista.
Educacional: construção do famoso Liceu de Comércio Artes e Ofícios, em 1885, a princípio para atender filhos de escravos dos fazendeiros de café e depois os filhos dos imigrantes italianos. Inicialmente, oferecia ensino gratuito em oficinas profissionalizantes de sapataria e alfaiataria. Só mais tarde, inaugurou o internato acolhendo os filhos de cafeicultores. Há pelo menos quinze anos, o Liceu Coração de Jesus, juntamente a outras instituições, passou a sofrer com a degradação da região central de São Paulo.
Administrativa: nos Campos Elíseos, o palacete de Pacheco e Chaves- construção iniciada em 1896 e concluída em 1899- foi adquirida pelo estado e tornou-se residência oficial dos governadores do estado de São Paulo. Entre 1935 e 1965, foi também sede do governo, até a transferência para o Palácio dos Bandeirantes. Em 1972 passou a sede da Secretaria da Cultura, Esportes e Turismo depois a sede da Secretaria da Ciência, Tecnologia do Estado e atualmente (2011) depois de restaurado externamente, aguarda verba para restauro de seu interior.
Como se pode perceber, o Santuário e o Liceu Coração de Jesus tornam a história do bairro Campos Elíseos mais rica e valorosa tanto nas áreas intelectual e social quanto arquitetônica.
A localização do bairro era privilegiada: próximo da Estação Ferroviária Sorocabana, inaugurada em 1878, (atual estação Estação Júlio Prestes) e da Estação da Luz e, ao mesmo tempo, não muito longe do centro da cidade. Assim, os espaçosos terrenos do loteamento tornaram-se ideais para abrigar as mansões e residências dos barões do café quando vinham à capital a negócios. Algumas das ruas foram batizadas com os sobrenomes destes empresários ou em homenagem aos seus países de origem, como Alameda Glette, Alameda Nothmann, Alameda Cleveland e Rua Helvétia, nome como também é conhecida a Suíça.
Em 1911, nessa região, numa atitude, para a época, arrojada, os salesianos construíram o “Grande Liceu de Artes, Ofícios e Comércio”, a princípio para atender uma população carente, tornando-se depois uma renomada instituição pedagógica. Nas cercanias localizava-se o principal hospital da cidade na época, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
No início do Séc. XX, Campos Elíseos já era um bairro bastante elegante, abrigando as mansões e residências dos barões do café e a residência oficial do Presidente do Estado de São Paulo (atual governador): o Palácio dos Campos Elíseos, na Av. Rio Branco, uma de suas vias mais importantes.
A partir da década de 1930, o bairro, Campos Elíseos, sofreu um revés com a falência de grande número de Barões do Café, fato que os obrigou a se mudarem para outros bairros e, muitos casarões e mansões foram demolidos, cedendo espaço a prédios de apartamentos. Outros foram alugados e sublocados, transformando-se em pensões, cortiços e moradias coletivas precárias.
Entre as décadas de 1930 e 1990 outros fatores também contribuíram para a decadência progressiva do bairro. Citamos como exemplo a inauguração da estação rodoviária da cidade; a transferência da sede e da residência oficial do governador do estado de São Paulo para o Morumbi (Palácio dos Bandeirantes), diminuindo a relativa importância política do bairro, a conservação de ruas e o policiamento que havia em torno do governador; o processo de decadência e esvaziamento do centro da cidade, a partir da década de 1970; a vizinhança com os bairros da Luz e Santa Ifigênia, áreas conhecidas como Cracolândia, onde a prostituição, a marginalidade, o consumo de drogas prosperavam; e, ainda, podemos acrescentar o desinteresse da classe média em adquirir apartamentos nos prédios, em sua maioria construídos entre as décadas de 1930 e 1940, época em que não se justificavam a construção de garagens, tão pouco de áreas de lazer. Enfim, a derrocada é evidente, mas ainda há esperança de preservarmos o que restou desse passado retumbante e “virarmos a mesa”, o museu é um bom exemplo.
Fonte:http://epaummuseunacracolandia.wordpress.com/campos-eliseos-ou-cracolandia/
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Internação compulsória - CRACK
Internação compulsória aproxima "pobres e ricos", diz secretária
A secretária da Justiça e da Defesa da Cidadania, Eloisa de Sousa Arruda, afirmou nesta segunda-feira (21) durante lançamento do programa para viciados em drogas, do Governo do Estado de São Paulo, que a internação compulsória (sem autorização da família) ou involuntária (com autorização da família) "aproxima pobres e ricos, já que favorece quem não tem dinheiro para pagar advogado e internar um parente que está em situação de drogadição".
A internação, uma parceria entre o governo do Estado, Tribunal de Justiça, Ministério Público Estadual, OAB-SP e Defensoria Pública, começa hoje no Cratod (Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas do Estado), na região central de São Paulo.Segundo a secretária, grupos de agentes de saúde farão abordagens de usuários de drogas nas ruas, visando àqueles com saúde debilitada, às grávidas e às crianças. Em seguida, o resgate será acionado, e os indivíduos serão encaminhados para pronto-socorros. Lá, uma equipe médica vai avaliar a necessidade da internação. Caso o paciente se recuse, ele será encaminhado para o Catrod, onde um plantão com defensores públicos, advogados, membros do Ministério Público e agentes de saúde vai avaliar o caso. Um juiz de plantão no local deve autorizar ou não pedidos de internação compulsória.
Arruda disse que desconhece o tamanho real da demanda por tratamento e a capacidade do Estado de atender a todos os casos, mas ressaltou que a internação será feita em hospitais e comunidades terapêuticas que seguem os padrões definidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
JUSTIÇA PROIBE EXPULSÃO DE VICIADOS DA CRACOLÂNDIA
Por Adriana Ferraz e Artur Rodrigues | Agência Estado – 9 horas atrás
A partir de agora, segundo ordem do juiz Emílio Migliano Neto, da 7.ª Vara da Fazenda Pública, a PM não pode promover “ações que ensejem situação vexatória, degradante ou desrespeitosa” contra os viciados nem os impeça de permanecer em via pública ou de se movimentar para outros espaços. Na prática, a abordagem só poderá ocorrer em caso de flagrante de consumo ou tráfico de drogas.
O governo estadual afirmou ontem, porém, que a liminar não interfere em nada na ação na cracolândia. “Se forem necessárias abordagens policiais diante de atitudes suspeitas, a polícia não tem como se furtar dessa atitude. Então não muda a atitude da Polícia Militar”, afirmou a secretária de Estado da Justiça, Eloísa Arruda. “A polícia precisa realizar seu trabalho. Se ela se aproxima e a população se desloca de um lado para outro, a polícia não tem como impedir.” O comandante-geral da PM, Roberval Ferreira França, foi na mesma linha: “A PM continuará com seu padrão de operações”.
Para os promotores Arthur Pinto Filho, Eduardo Ferreira Valério, Luciana Bergamo e Maurício Ribeiro Lopes - autores da ação -, o trabalho mencionado pela secretária se mostrou totalmente fracassado. “A cracolândia está lá, não acabou. Basta circular pela região para perceber que tudo continua como antes. A realidade se impõe no caso. Então é melhor nos entendermos e propormos outra medida que possa dar certo”, disse Arthur Filho, da Promotoria da Saúde. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
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http://brasil247.com/pt/247/brasil/72631/Justi%C3%A7a-pro%C3%ADbe-PM-de-atuar-na-Cracol%C3%A2ndia-em-S%C3%A3o-Paulo-Justi%C3%A7a-pro%C3%ADbe-PM-atuar-Cracol%C3%A2ndia-S%C3%A3o-Paulo.htm
A decisão, de caráter liminar, atende pedido do Ministério Público paulista, que entrou na Justiça com uma ação civil pública contra o governo Geraldo Alckmin, na qual pede indenização de R$ 40 milhões. A ação é contra a chamada "Operação Sufoco", iniciada em janeiro na Cracolândia, na região central da capital.
Na ação, o MP ainda pediu, em caráter liminar, que a Polícia Militar seja obrigada a se abster de realizar as chamadas "procissões do crack" – operações policiais em que viaturas cercam usuários que estão aglomerados e fazem com que eles andem de um lado para o outro para se dispersar.
Em janeiro, o MP havia atacado a operação do governo paulista na região da "cracolândia". De acordo com promotores de Justiça, o Estado não pode ser o "algoz do cidadão" nem o "chicote do pobre". Uma força tarefa formada pelos promotores de Justiça Eduardo Valério, Luciana Bergamo, Arthur Pinto Filho e Maurício Ribeiro Lopes, anunciou que iria investigar a responsabilidade pela operação classificada como "ilícita", "pouco inteligente" e de "resultados pífios".
A operação na "cracolândia" começou em 3 de janeiro. Uma semana depois, a Polícia Militar informou que prendeu 49 pessoas. Dos presos, 26 eram condenados pela Justiça. Nesse período, a ação retirou apenas meio quilo de crack de circulação no local. A quantidade representaria o consumo de apenas um dia entre os usuários da cracolândia.
A operação, que contou com policiais e órgãos es taduais e municipais ligados à segurança, saúde e assistência social, também retirou 61,3 toneladas de lixo das ruas. Segundo balanço da PM, 2.806 abordagens policiais foram realizadas. Os agentes de saúde encaminharam 33 pessoas para serviços de saúde, nove para hospitais e 28 para internação.
"O tráfico de drogas é questão de polícia, mas a dependência química é caso de assistência social e de saúde", afirmou o promotor de justiça Eduardo Valério. "Essa operação é uma tragédia que está servindo apenas para espalhar um problema que estava concentrado numa região específica da cidade", completou o promotor.
Valério também criticou a justificativa apresentada pelo governo paulista de que a operação na "cracolândia" tinha como objetivo o combate ao tráfico de entorpecentes. "Argumentar dessa forma é menosprezar a capacidade das organizações criminosas de operar o tráfico de drogas na capital paulista. Para minimizar e acabar com o tráfico é preciso operações lícitas e inteligentes", disse o promotor Eduardo Valério.
De acordo com os promotores de justiça, o Ministério Público foi pego de surpresa com a operação no início do ano. Desde 2009, o MP acompanhava a questão da dependência química na região atuando em conjunto com entidades civis e com a prefeitura. "Não sabemos o que motivou essa operação desastrada e a abertura do inquérito que anunciamos hoje, entre outras coisas, pretende encontrar uma resposta para o caso", disse o promotor Eduardo Valério.
A Polícia Militar de São Paulo está proibida pela Justiça de acuar, expulsar ou obrigar usuários de drogas a circularem contra sua vontade na região da cracolândia, no centro da capital. Concedida nesta terça-feira por meio de liminar, a determinação é resultado de ação civil pública apresentada pelo Ministério Público Estadual para coibir a chamada “procissão do crack”, revelada pelo Estado em 8 de janeiro, cinco dias após o início da ação. A multa diária em caso de descumprimento é de R$ 10 mil.
Leia também:
Sem alarde, PM desmobiliza operação
Usuários migram para a Serra da Cantareira
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A partir de agora, segundo ordem do juiz Emílio Migliano Neto, da 7.ª Vara da Fazenda Pública, a PM não pode promover “ações que ensejem situação vexatória, degradante ou desrespeitosa” contra os viciados nem os impeça de permanecer em via pública ou de se movimentar para outros espaços. Na prática, a abordagem só poderá ocorrer em caso de flagrante de consumo ou tráfico de drogas.
O governo estadual afirmou ontem, porém, que a liminar não interfere em nada na ação na cracolândia. “Se forem necessárias abordagens policiais diante de atitudes suspeitas, a polícia não tem como se furtar dessa atitude. Então não muda a atitude da Polícia Militar”, afirmou a secretária de Estado da Justiça, Eloísa Arruda. “A polícia precisa realizar seu trabalho. Se ela se aproxima e a população se desloca de um lado para outro, a polícia não tem como impedir.” O comandante-geral da PM, Roberval Ferreira França, foi na mesma linha: “A PM continuará com seu padrão de operações”.
Para os promotores Arthur Pinto Filho, Eduardo Ferreira Valério, Luciana Bergamo e Maurício Ribeiro Lopes - autores da ação -, o trabalho mencionado pela secretária se mostrou totalmente fracassado. “A cracolândia está lá, não acabou. Basta circular pela região para perceber que tudo continua como antes. A realidade se impõe no caso. Então é melhor nos entendermos e propormos outra medida que possa dar certo”, disse Arthur Filho, da Promotoria da Saúde. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
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http://brasil247.com/pt/247/brasil/72631/Justi%C3%A7a-pro%C3%ADbe-PM-de-atuar-na-Cracol%C3%A2ndia-em-S%C3%A3o-Paulo-Justi%C3%A7a-pro%C3%ADbe-PM-atuar-Cracol%C3%A2ndia-S%C3%A3o-Paulo.htm
Decisão atende a pedido do Ministério Público, que entrou com ação contra a chamada 'Operação Sufoco' no centro da cidade; governo Alckmin fica proibido de submeter a "situação vexatória e degradante" os usuários de drogas
31 de Julho de 2012 às 12:55
Fernando Porfírio _247 - A Justiça paulista proibiu, nesta terça-feira 31, o governo do Estado de realizar operações militares e submeter a "situação vexatória e degradante" os usuários de drogas da Cracolândia. A decisão é o do juiz Emílio Migliano Neto, da 7ª Vara da Fazenda Pública da Capital. No caso de descumprimento da decisão, o magistrado estabeleceu o pagamento de multa diária no valor de R$ 10 mil. Cabe recurso.A decisão, de caráter liminar, atende pedido do Ministério Público paulista, que entrou na Justiça com uma ação civil pública contra o governo Geraldo Alckmin, na qual pede indenização de R$ 40 milhões. A ação é contra a chamada "Operação Sufoco", iniciada em janeiro na Cracolândia, na região central da capital.
Na ação, o MP ainda pediu, em caráter liminar, que a Polícia Militar seja obrigada a se abster de realizar as chamadas "procissões do crack" – operações policiais em que viaturas cercam usuários que estão aglomerados e fazem com que eles andem de um lado para o outro para se dispersar.
Em janeiro, o MP havia atacado a operação do governo paulista na região da "cracolândia". De acordo com promotores de Justiça, o Estado não pode ser o "algoz do cidadão" nem o "chicote do pobre". Uma força tarefa formada pelos promotores de Justiça Eduardo Valério, Luciana Bergamo, Arthur Pinto Filho e Maurício Ribeiro Lopes, anunciou que iria investigar a responsabilidade pela operação classificada como "ilícita", "pouco inteligente" e de "resultados pífios".
A operação na "cracolândia" começou em 3 de janeiro. Uma semana depois, a Polícia Militar informou que prendeu 49 pessoas. Dos presos, 26 eram condenados pela Justiça. Nesse período, a ação retirou apenas meio quilo de crack de circulação no local. A quantidade representaria o consumo de apenas um dia entre os usuários da cracolândia.
A operação, que contou com policiais e órgãos es taduais e municipais ligados à segurança, saúde e assistência social, também retirou 61,3 toneladas de lixo das ruas. Segundo balanço da PM, 2.806 abordagens policiais foram realizadas. Os agentes de saúde encaminharam 33 pessoas para serviços de saúde, nove para hospitais e 28 para internação.
"O tráfico de drogas é questão de polícia, mas a dependência química é caso de assistência social e de saúde", afirmou o promotor de justiça Eduardo Valério. "Essa operação é uma tragédia que está servindo apenas para espalhar um problema que estava concentrado numa região específica da cidade", completou o promotor.
Valério também criticou a justificativa apresentada pelo governo paulista de que a operação na "cracolândia" tinha como objetivo o combate ao tráfico de entorpecentes. "Argumentar dessa forma é menosprezar a capacidade das organizações criminosas de operar o tráfico de drogas na capital paulista. Para minimizar e acabar com o tráfico é preciso operações lícitas e inteligentes", disse o promotor Eduardo Valério.
De acordo com os promotores de justiça, o Ministério Público foi pego de surpresa com a operação no início do ano. Desde 2009, o MP acompanhava a questão da dependência química na região atuando em conjunto com entidades civis e com a prefeitura. "Não sabemos o que motivou essa operação desastrada e a abertura do inquérito que anunciamos hoje, entre outras coisas, pretende encontrar uma resposta para o caso", disse o promotor Eduardo Valério.
FAVELA DO MOINHO NO BOM RETIRO VAI VIRAR ESTAÇÃO DE TREM
Governo vai contratar projeto funcional de linha que será interligada à 8-Diamante da CPTM; obras ficarão para a próxima gestão.
BRUNO RIBEIRO - O Estado de
S.Paulo
O
centro de Alphaville, região de condomínios de luxo em Barueri, na Região
Metropolitana de São Paulo, deverá ganhar uma linha de trem interligada com a
Linha 8-Diamante da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O
governo do Estado informou ontem que vai contratar o projeto funcional da nova
linha nos próximos dias.
As
obras do ramal, entretanto, devem começar somente no fim de 2014, ou até mesmo
em 2015, segundo o secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos,
Jurandir Fernandes. Ele afirmou que, até o fim da atual gestão, em 2014, fará
todos os projetos: funcional, básico e executivo. E, "depois de
2014", executará as obras.
"O
modal da linha vai ser definido pelo projeto funcional, até porque é o projeto
que vai identificar a demanda exata da linha. Pode ser um monotrilho, um VLT
(veículo leve sobre trilhos) ou outro modelo", disse o secretário,
incluindo ainda um trem convencional entre as opções.
"É
uma linha nova. Não tínhamos muitos planos para executar esse projeto. Mas a
população de lá passou a questionar por que não poderia haver uma linha de trem
para atender Alphaville", completou o secretário.
O
traçado que será estudado é um "U" invertido, partindo da Estação
Sagrado Coração, chegando à Estação Barueri (ambas na Linha 8). Planos antigos
apresentados pelo Metrô, em 2010, propunham outro traçado - saindo da Estação
Antônio João, na mesma cidade, até Carapicuíba (também na Linha 8). O
investimento necessário para tirar o ramal do papel não foi estimado pelo
governo.
Nova estação. A Favela do Moinho, no Bom Retiro, região
central de São Paulo, vai virar uma estação de trem, conectada com as Linhas
7-Rubi e 8-Diamante. O projeto funcional já está em andamento. A ideia é
desafogar a Luz, superlotada desde a inauguração da Linha 4-Amarela do Metrô,
no ano passado.
A estação será projetada tanto para funcionar na superfície
quanto para ser subterrânea.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
CRACK RONDA NOVAMENTE CAMPOS ELISEOS NA CAPITAL - ANO ELEITORAL - DENUNCIE
O que os seus candidatos a Prefeito e Vereador vão fazer contra as drogas?
Campanha da Jovem Pan faz um convite aos eleitores em todo o País: questionar os candidatos sobre programas antidrogas que planejam colocar em prática, se eleitos. Orientamos com cinco perguntas aos candidatos a Prefeito e Vereador: -São contra as drogas?
-O que pretendem fazer contra as drogas na cidade?
-O que estão propondo em prevenção e tratamento?
-Qual a assistência que irão dar , se eleitos, aos usuários de drogas e suas famílias?
-Onde estão escritas essas propostas ?
E nossa recomendação: peçam cópias dessas propostas antidrogas de cada candidato para, depois, cobrarem sua execução.
CRACK EM CAMPOS ELÍSEOS-
Em Campos Elíseos, bairro da região central de São Paulo, a Associação dos Moradores já está iniciando um movimento junto aos eleitores. Em Campos Elíseos, o problema já é o crack. Usuários estão tomando calçadas de várias ruas deste bairro residencial e comercial,alerta a Associação dos Moradores, em emails enviados a centenas de comerciantes e moradores. Entre as ruas citadas estão:
- calçadas da Alameda Helvétia
-calçadas da Alameda Dino Bueno
-calçada da Funarte , na rua Apa, ao lado da base policial na Rua General Marcondes Salgado
Também há usuários de crack nas calçadas da rua dos Gusmões, na região central da capital.
Nos email, a Associação cobra ações do governo:
“Ao que tudo indica, não constam novas ações policiais (pelo menos não para coibir o tráfico). Pior, não constam ações públicas da Prefeitura ou do Estado (sobretudo na área de Saúde e Assistência Social).Como já prevíamos, o famoso Complexo Prates não funciona e não serviu para acolhimento como fora anunciado.Os eleitores de São Paulo precisam dar uma resposta ao poder público.”
.
SE NA SUA RUA OU BAIRRO TEM USO DE DROGAS, ESCREVA PARA A CAMPANHA DA JOVEM PAN, CITANDO O LOCAL ,O HORÁRIO EM QUE HÁ USUÁRIOS DE DROGAS E, SE FOR POSSÍVEL IDENTIFICAR, IiNFORMAR SE SÃO ADOLESCENTES OU CRIANÇAS. O EMAIL DA CAMPANHA É:
campanha@jovempan.com.br
http://blogs.jovempan.uol.com.br/campanha/o-que-os-seus-candidatos-a-prefeito-e-vereador-vao-fazer-contra-as-drogas/
-O que pretendem fazer contra as drogas na cidade?
-O que estão propondo em prevenção e tratamento?
-Qual a assistência que irão dar , se eleitos, aos usuários de drogas e suas famílias?
-Onde estão escritas essas propostas ?
E nossa recomendação: peçam cópias dessas propostas antidrogas de cada candidato para, depois, cobrarem sua execução.
CRACK EM CAMPOS ELÍSEOS-
Em Campos Elíseos, bairro da região central de São Paulo, a Associação dos Moradores já está iniciando um movimento junto aos eleitores. Em Campos Elíseos, o problema já é o crack. Usuários estão tomando calçadas de várias ruas deste bairro residencial e comercial,alerta a Associação dos Moradores, em emails enviados a centenas de comerciantes e moradores. Entre as ruas citadas estão:
- calçadas da Alameda Helvétia
-calçadas da Alameda Dino Bueno
-calçada da Funarte , na rua Apa, ao lado da base policial na Rua General Marcondes Salgado
Também há usuários de crack nas calçadas da rua dos Gusmões, na região central da capital.
Nos email, a Associação cobra ações do governo:
“Ao que tudo indica, não constam novas ações policiais (pelo menos não para coibir o tráfico). Pior, não constam ações públicas da Prefeitura ou do Estado (sobretudo na área de Saúde e Assistência Social).Como já prevíamos, o famoso Complexo Prates não funciona e não serviu para acolhimento como fora anunciado.Os eleitores de São Paulo precisam dar uma resposta ao poder público.”
.
SE NA SUA RUA OU BAIRRO TEM USO DE DROGAS, ESCREVA PARA A CAMPANHA DA JOVEM PAN, CITANDO O LOCAL ,O HORÁRIO EM QUE HÁ USUÁRIOS DE DROGAS E, SE FOR POSSÍVEL IDENTIFICAR, IiNFORMAR SE SÃO ADOLESCENTES OU CRIANÇAS. O EMAIL DA CAMPANHA É:
campanha@jovempan.com.br
http://blogs.jovempan.uol.com.br/campanha/o-que-os-seus-candidatos-a-prefeito-e-vereador-vao-fazer-contra-as-drogas/
quinta-feira, 19 de julho de 2012
2016 - CENTRO CULTURAL LUZ
Herzog
& De Meuron
Centro cultural, São Paulo

Versão atual de uma das
imagens conceituais do projeto, representado já com suas dimensões reduzidas.
A praça entre o centro cultural e a Sala São Paulo/Secretaria de Estado da Cultura seria espaço estratégico, de acesso e conexão entre as duas edificações
Luz se prepara para o projeto 343
Março será decisivo para o projeto do Complexo Cultural Luz, que os suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron estão desenvolvendo para a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Devem ocorrer as audiências públicas de apresentação e debate do projeto e, assim, “é provável haver, já em dezembro, alguma movimentação no terreno”, declara o secretário da Cultura, Andrea Matarazzo, confiante na maturidade do trabalho.
Herzog, De Meuron e Ascan Mergenthaler, sócio do escritório suíço, trabalham em sincronia com os seus parceiros de engenharia, acústica, instalações,eficiência energética, estrutura, fachada e paisagismo, entre os quais figura o time brasileiro que dá o suporte local e interfere nas decisões de projeto.
Está a cargo da inglesa TPC - Theatre Project Consultants a consultoria de teatro, e aos conterrâneos da Arup os projetos de estrutura, sustentabilidade e instalações, desenvolvidos em parceria com os brasileiros da Contag (fundações), Favale (estrutura), L&M (instalações), Proassp (impermeabilização) e Empro Engenharia (elevadores).
“Nossa tarefa é a da construção com alto padrão e excelência técnica.
Este modelo simula a interação dos fluxos na rampa central do complexo cultural
As salas de aulas deverão ter fechamentos envidraçados, com generosa iluminação natural e vista para um dos jardins propostos no projeto paisagístico
Conceitualmente, o projeto é o somatório de lâminas sobrepostas e entrecruzadas
Se a Fundação Iberê Camargo é um relógio que funciona bem, é porque teve um time competente”, ele analisa. Simultaneamente ao projeto paulista, estão nas pranchetas deste time de consultores projetos arquitetônicos e urbanísticos na Ásia, Europa e Américas.
A cada etapa corresponde a aprovação pela Secretaria da Cultura, refinando-se passo a passo não apenas a efetivação do conceito arquitetônico, como também os preparativos para a construção com tecnologia nacional.
Reduziu-se a área construída de 90 mil para 70 mil metros quadrados e “o projeto respirou, reconquistando a transparência e a permeabilidade do conceito arquitetônico”, analisa Matarazzo.
O programa atual contempla a criação de três teatros - o de dança, o experimental e o de recital, respectivamente com capacidade para 1.750, 400 e 500 espectadores -, as instalações das sedes da Escola de Música Tom Jobim e da São Paulo Companhia de Dança, além de áreas sociais, administrativas, técnicas e estacionamento para 850 veículos.
É intensa a agenda de entregas e reuniões remotas do time de projeto, entremeadas por workshops realizados no escritório Herzog & De Meuron na pequena cidade suíça de Basel.
A sede do estúdio e os escritórios-satélites de Nova York, Madri, Hamburgo e Londres (estuda-se a possibilidade de criação de uma unidade em São Paulo quando começar a construção na Luz) reúnem os 356 profissionais vindos de vários continentes e organizados nos grupos dos cerca de 40 trabalhos que estão em desenvolvimento atualmente. Deles, o número 343 é o que identifica o projeto de São Paulo.
A sala de trabalho 343 é a própria memória do projeto. Há maquetes sobre mesas, armários e nichos suspensos e as paredes de livre acesso são tomadas por impressos de diagramas, plantas, planos de massa, programas, cortes e todo tipo de imagem relativa aos assuntos em discussão em cada fase do trabalho.
enquanto as de grande porte, nas bordas transversais do complexo, filtrariam as visuais e acessos
Vistas conceituais do projeto desde as ruas envoltórias
O material está organizado em grupos, que correspondem aos vários subprogramas do centro cultural - os teatros, as escolas de música e de dança, os espaços públicos, o paisagismo, os elementos e os sistemas arquitetônicos.
“Temos equipes para esses programas e cada arquiteto passa muito tempo testando com os modelos as ideias propostas.
Nossas maquetes servem como instrumento de precisão, não para criar formas imediatamente”, relata Tomislav Dushanov, um dos líderes do projeto.
O processo sequencial de trabalho, então, ganha traço orgânico, porque as decisões de cada etapa interagem de tal forma que o projeto é ajustado, intelectualmente, a todo momento.
A sedução dos teatros
Quanto mais frontal e em menos desnível o espectador estiver em relação aos bailarinos, melhor; e a acústica deve privilegiar o som natural em detrimento do amplificado, para haver o equilíbrio entre o que se ouve e o que se vê.
Demandas desse tipo é que tornam ambicioso o projeto paulista, sobretudo quando se pensa no elevado grau de exposição e transparência da arquitetura que Herzog & de Meuron conceberam. “Será um ícone sul-americano”, opina o secretário Andrea Matarazzo.
Foi da janela da sala do então secretário da Cultura, João Sayad, que em 2008 Staples vislumbrou pela primeira vez o terreno de 18 mil metros quadrados reservado ao complexo cultural, na época ocupado por edificações de pequeno porte e pela galeria de comércio popular que nos anos 1990 se instalou na sede da antiga rodoviária de São Paulo. Deles, resta atualmente apenas o prédio do Corpo de Bombeiros, quase no centro do lote plano.
Rememorando o início do projeto, Staples assinala que há sempre uma pressão artística para manter o teatro o menor possível - “porque teatros são locais de comunicação intimista” - e outra, comercial, para fazê-lo maior.
Axonométrica assinalando os espaços da escola de música e dança

No fim de uma tarde ensolarada de novembro passado, com a avenida Paulista tomada por passeata estudantil, Staples iniciou a conversa sobre o projeto do complexo da Luz elogiando o desempenho de Jacques Herzog na palestra da manhã anterior, no Auditório Ibirapuera, para plateia predominante de estudantes de arquitetura.
“Jacques foi um excelente ator, com excelente script”, sentencia Staples, referindo-se à opção do suíço de falar sobre a fatura do seu trabalho através dos projetos de três pequenos pavilhões.
Toda a complexidade de um Pritzker implícita em imagens de aparente simplicidade foi momento marcante para Staples: “Acredito que, dos star architects, Jacques e Pierre são os mais próximos de não terem estilo”, ele conclui.
O raciocínio conceitual é que há no bairro da Luz uma centralidade urbana (cultural e paisagística) que pode ser revelada materialmente, e o projeto, com sua morfologia de escola-parque ou bloco pavilhonar sem muros, mimetiza essa relação especial do construído com a massa verde, latente na área.
O edifício sem fachadas é apreendido como balcões soltos e suspensos, visíveis da rua em meio às copas das árvores.
Assim, se o programa não é o de um teatro ou uma escola isoladamente, mas de um conjunto deles, não há hierarquia primária a se comunicar com a arquitetura.
Elege-se, ao contrário, uma sensação do lugar - vazado, verde, transparente e de conexão entre edifícios de programas compatíveis -, que está na origem do conceito do projeto.
Embora as lajes sobrepostas e deslocadas entre si percorram todo o limite do terreno, não há a contrapartida de um prédio monolítico de concreto, algo semelhante a um exemplar modernista corbusieriano.
Na via oposta, a arquitetura fluida resulta da ausência de fachadas e dos vazios criados pelos balanços e afastamentos entre lajes, tanto nas bordas quanto no interior da edificação.
É desse espaço vazado e da malha intrincada de pés-direitos - que variam de quase três a 15 metros - que tira partido o projeto paisagístico de Isabel Duprat, com o qual se pretende enquadrar com jardins cada janela das salas de aulas.
Cerca de duas centenas de árvores e forrações com texturas inspiradas na mata tropical estão sendo consideradas para o projeto, além de espelhos d’água que, no térreo, pretendem refletir a luz natural que atravessa as aberturas das lajes de cobertura.
O paisagismo está estruturado em faixas nas bordas do edifício que se destinam tanto à integração da arquitetura com o eixo verde da Luz quanto à transição dos domínios públicos para os semipúblicos.
Já nos interiores, um jardim transversal, com dez metros de largura, vai demarcar a rampa suspensa e central que terá a função de ordenar os fluxos.
Centro cultural, São Paulo
·Detalhes
23 de Maio de 2012. 
A praça entre o centro cultural e a Sala São Paulo/Secretaria de Estado da Cultura seria espaço estratégico, de acesso e conexão entre as duas edificações
Luz se prepara para o projeto 343
Março será decisivo para o projeto do Complexo Cultural Luz, que os suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron estão desenvolvendo para a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Devem ocorrer as audiências públicas de apresentação e debate do projeto e, assim, “é provável haver, já em dezembro, alguma movimentação no terreno”, declara o secretário da Cultura, Andrea Matarazzo, confiante na maturidade do trabalho.
A partir de 2013 devem ser
três anos de construção e, assim, em meados de 2016, os amantes da música e
dança terão à disposição uma espécie de parque tropical habitável, na região
central da capital paulista.
A malha de áreas verdes da
região da Luz embasa conceitualmente o projeto. Sua linguagem fluida orientou o
desmembramento da caixa do teatro em dois volumes paralelos
O Complexo Cultural Luz,
projeto do escritório suíço Herzog & De Meuron, é um misto de escola e
centro de espetáculos, abrigados em um edifício de
concreto composto por lajes superpostas e deslocadas em malha ortogonal,
totalizando 200 metros de comprimento por 90 metros de largura.
Por três meses acompanhamos a
equipe que está desenvolvendo a muitas mãos o Complexo Cultural Luz. Faltam
dois ciclos, do total de dez, para a finalização do projeto
básico, com o que se pretende pré-qualificar as construtoras e planejar o
edital da obra. Herzog, De Meuron e Ascan Mergenthaler, sócio do escritório suíço, trabalham em sincronia com os seus parceiros de engenharia, acústica, instalações,eficiência energética, estrutura, fachada e paisagismo, entre os quais figura o time brasileiro que dá o suporte local e interfere nas decisões de projeto.
Está a cargo da inglesa TPC - Theatre Project Consultants a consultoria de teatro, e aos conterrâneos da Arup os projetos de estrutura, sustentabilidade e instalações, desenvolvidos em parceria com os brasileiros da Contag (fundações), Favale (estrutura), L&M (instalações), Proassp (impermeabilização) e Empro Engenharia (elevadores).
Já os alemães da Mueller- BBM
concebem a acústica e os sistemas de fachada em conjunto com a consultoria
local de Paulo Duarte e Harmonia Acústica, enquanto os cariocas de
Bernardes e Jacobsen Arquitetura tropicalizam o projeto arquitetônico e Isabel
Duprat concebe o paisagismo.
Todos coordenados no Brasil
por José Luiz Canal, o engenheiro- -arquiteto que esteve à frente da obra da
Fundação Iberê Camargo, de Álvaro Siza, em Porto Alegre.“Nossa tarefa é a da construção com alto padrão e excelência técnica.
Este modelo simula a interação dos fluxos na rampa central do complexo cultural
As salas de aulas deverão ter fechamentos envidraçados, com generosa iluminação natural e vista para um dos jardins propostos no projeto paisagístico
Conceitualmente, o projeto é o somatório de lâminas sobrepostas e entrecruzadas
Se a Fundação Iberê Camargo é um relógio que funciona bem, é porque teve um time competente”, ele analisa. Simultaneamente ao projeto paulista, estão nas pranchetas deste time de consultores projetos arquitetônicos e urbanísticos na Ásia, Europa e Américas.
A cada etapa corresponde a aprovação pela Secretaria da Cultura, refinando-se passo a passo não apenas a efetivação do conceito arquitetônico, como também os preparativos para a construção com tecnologia nacional.
Programa consolidado
As imagens a seguir refletem
o estado atual do projeto, consolidada a revisão do programa que ocorreu no
final de 2010.Reduziu-se a área construída de 90 mil para 70 mil metros quadrados e “o projeto respirou, reconquistando a transparência e a permeabilidade do conceito arquitetônico”, analisa Matarazzo.
O programa atual contempla a criação de três teatros - o de dança, o experimental e o de recital, respectivamente com capacidade para 1.750, 400 e 500 espectadores -, as instalações das sedes da Escola de Música Tom Jobim e da São Paulo Companhia de Dança, além de áreas sociais, administrativas, técnicas e estacionamento para 850 veículos.
É intensa a agenda de entregas e reuniões remotas do time de projeto, entremeadas por workshops realizados no escritório Herzog & De Meuron na pequena cidade suíça de Basel.
A sede do estúdio e os escritórios-satélites de Nova York, Madri, Hamburgo e Londres (estuda-se a possibilidade de criação de uma unidade em São Paulo quando começar a construção na Luz) reúnem os 356 profissionais vindos de vários continentes e organizados nos grupos dos cerca de 40 trabalhos que estão em desenvolvimento atualmente. Deles, o número 343 é o que identifica o projeto de São Paulo.
A sala de trabalho 343 é a própria memória do projeto. Há maquetes sobre mesas, armários e nichos suspensos e as paredes de livre acesso são tomadas por impressos de diagramas, plantas, planos de massa, programas, cortes e todo tipo de imagem relativa aos assuntos em discussão em cada fase do trabalho.
A dupla de impressos e
modelos funciona, então, como extensão da atuação individual de cada membro da
equipe, sempre à mostra, a fim de revelar o estado do projeto.
Perspectiva aérea na
longitudinal do complexo, localizado no centro da imagem. O edifício é paralelo
à Sala São Paulo/Secretaria de Estado da Cultura, contrastando a linguagem
oitocentista desta e a fluidez do novo complexo cultural
Esta maquete 1:200 simula as
ideias do projeto paisagístico na etapa atual de desenvolvimento do trabalho.
Árvores altas e esguias no
interior da edificação fariam frente à malha intrincada de pés-direitos
distintos, enquanto as de grande porte, nas bordas transversais do complexo, filtrariam as visuais e acessos
Vistas conceituais do projeto desde as ruas envoltórias
O material está organizado em grupos, que correspondem aos vários subprogramas do centro cultural - os teatros, as escolas de música e de dança, os espaços públicos, o paisagismo, os elementos e os sistemas arquitetônicos.
“Temos equipes para esses programas e cada arquiteto passa muito tempo testando com os modelos as ideias propostas.
Nossas maquetes servem como instrumento de precisão, não para criar formas imediatamente”, relata Tomislav Dushanov, um dos líderes do projeto.
O processo sequencial de trabalho, então, ganha traço orgânico, porque as decisões de cada etapa interagem de tal forma que o projeto é ajustado, intelectualmente, a todo momento.
A sedução dos teatros
“Teatros são edificações
instigantes, misto de ciência, arte, arquitetura e tecnologia”, reflete David
Staples, um dos líderes da TPC em Londres.
Refazendo os passos de cerca
de quatro décadas dedicadas à profissão, com 56 países na rota de trabalho, ele
contabiliza milhares de teatros de drama pelo mundo, centenas de salas de
concerto, muitas casas de ópera, mas poucos teatros de dança, como o que se
pretende construir em São Paulo. Acontece que o campo de visão é mais restrito
no teatro de dança.Quanto mais frontal e em menos desnível o espectador estiver em relação aos bailarinos, melhor; e a acústica deve privilegiar o som natural em detrimento do amplificado, para haver o equilíbrio entre o que se ouve e o que se vê.
Demandas desse tipo é que tornam ambicioso o projeto paulista, sobretudo quando se pensa no elevado grau de exposição e transparência da arquitetura que Herzog & de Meuron conceberam. “Será um ícone sul-americano”, opina o secretário Andrea Matarazzo.
Foi da janela da sala do então secretário da Cultura, João Sayad, que em 2008 Staples vislumbrou pela primeira vez o terreno de 18 mil metros quadrados reservado ao complexo cultural, na época ocupado por edificações de pequeno porte e pela galeria de comércio popular que nos anos 1990 se instalou na sede da antiga rodoviária de São Paulo. Deles, resta atualmente apenas o prédio do Corpo de Bombeiros, quase no centro do lote plano.
Rememorando o início do projeto, Staples assinala que há sempre uma pressão artística para manter o teatro o menor possível - “porque teatros são locais de comunicação intimista” - e outra, comercial, para fazê-lo maior.
Axonométrica de distribuição dos teatros
A. Teatro de dança
B. Teatro experimental
C. Recital
A. Teatro de dança
B. Teatro experimental
C. Recital

Vistas conceituais do projeto
desde as ruas envoltórias
Ele continua “entusiasmado
com a complexidade intelectual” do projeto de São Paulo, com a autoridade de
quem está no processo desde o planejamento estratégico, passando pela eleição
dos arquitetos - Norman Foster, Rem Koolhaas, Cesar Pelli e Herzog & De
Meuron foram entrevistados e elaboraram propostas para o complexo cultural -,
elaboração do intrincado programa e, agora, o acompanhamento do seu
estabelecimento pela arquitetura.No fim de uma tarde ensolarada de novembro passado, com a avenida Paulista tomada por passeata estudantil, Staples iniciou a conversa sobre o projeto do complexo da Luz elogiando o desempenho de Jacques Herzog na palestra da manhã anterior, no Auditório Ibirapuera, para plateia predominante de estudantes de arquitetura.
“Jacques foi um excelente ator, com excelente script”, sentencia Staples, referindo-se à opção do suíço de falar sobre a fatura do seu trabalho através dos projetos de três pequenos pavilhões.
Toda a complexidade de um Pritzker implícita em imagens de aparente simplicidade foi momento marcante para Staples: “Acredito que, dos star architects, Jacques e Pierre são os mais próximos de não terem estilo”, ele conclui.
Simplicidade complexa
No caso do projeto paulista,
a ausência de estilo (formal) se dá pela recusa à criação de um objeto coeso,
escultórico. Não há ícones à mostra, não há malabarismos formais ou
excentricidades tecnológicas, nem mesmo saltam aos olhos, em meio à cidade, os
volumes dos teatros.
Na análise de Thiago
Bernardes trata-se, antes, da visão estrangeira de um parque tropical, verde,
transparente e vazado, habitado ainda pelas escolas, conjunto de teatros e
facilidades do centro cultural.O raciocínio conceitual é que há no bairro da Luz uma centralidade urbana (cultural e paisagística) que pode ser revelada materialmente, e o projeto, com sua morfologia de escola-parque ou bloco pavilhonar sem muros, mimetiza essa relação especial do construído com a massa verde, latente na área.
O edifício sem fachadas é apreendido como balcões soltos e suspensos, visíveis da rua em meio às copas das árvores.
Assim, se o programa não é o de um teatro ou uma escola isoladamente, mas de um conjunto deles, não há hierarquia primária a se comunicar com a arquitetura.
Elege-se, ao contrário, uma sensação do lugar - vazado, verde, transparente e de conexão entre edifícios de programas compatíveis -, que está na origem do conceito do projeto.
Embora as lajes sobrepostas e deslocadas entre si percorram todo o limite do terreno, não há a contrapartida de um prédio monolítico de concreto, algo semelhante a um exemplar modernista corbusieriano.
Na via oposta, a arquitetura fluida resulta da ausência de fachadas e dos vazios criados pelos balanços e afastamentos entre lajes, tanto nas bordas quanto no interior da edificação.
É desse espaço vazado e da malha intrincada de pés-direitos - que variam de quase três a 15 metros - que tira partido o projeto paisagístico de Isabel Duprat, com o qual se pretende enquadrar com jardins cada janela das salas de aulas.
Cerca de duas centenas de árvores e forrações com texturas inspiradas na mata tropical estão sendo consideradas para o projeto, além de espelhos d’água que, no térreo, pretendem refletir a luz natural que atravessa as aberturas das lajes de cobertura.
O paisagismo está estruturado em faixas nas bordas do edifício que se destinam tanto à integração da arquitetura com o eixo verde da Luz quanto à transição dos domínios públicos para os semipúblicos.
Já nos interiores, um jardim transversal, com dez metros de largura, vai demarcar a rampa suspensa e central que terá a função de ordenar os fluxos.
Uma das imagens impactantes
do complexo é justamente a da lâmina contínua e transversal com que a rampa se
projeta no ambiente externo. Suas dimensões, traçado e conexão com os foyers
dos teatros e áreas de ensaio de dança e música indicam que a rampa, além de
elemento distribuidor de fluxos, deverá funcionar como importante ambiente
interno de estar, suspenso, a partir do qual se pode visualizar toda a
complexidade de organização do programa.
Os teatros, distribuídos em implantação triangular, cada qual próximo a uma face do edifício, são envolvidos pelas instalações das escolas, áreas de entretenimento, estar, administrativas e técnicas, devidamente afastadas entre si de modo a preservar a fluidez, a transparência e a simultaneidade de atividades.
Numa das maquetes 1:200, por exemplo, as salas de ensaio estão representadas por invólucro transparente, mas o que está em processo nesse momento é a eleição da materialidade de cada superfície interna de vedação.
Há múltiplas visuais inter- -relacionadas, pois os recuos entre lajes geram vazios que explicitam a totalidade do programa no domínio interno, de modo que a simples aparência conceitual tenha em contrapartida uma intrincada rede de articulações que desafiam a engenharia e a arquitetura.
É essa complexidade que mantém engajados todos os membros da equipe do projeto.
Os teatros, distribuídos em implantação triangular, cada qual próximo a uma face do edifício, são envolvidos pelas instalações das escolas, áreas de entretenimento, estar, administrativas e técnicas, devidamente afastadas entre si de modo a preservar a fluidez, a transparência e a simultaneidade de atividades.
Numa das maquetes 1:200, por exemplo, as salas de ensaio estão representadas por invólucro transparente, mas o que está em processo nesse momento é a eleição da materialidade de cada superfície interna de vedação.
Há múltiplas visuais inter- -relacionadas, pois os recuos entre lajes geram vazios que explicitam a totalidade do programa no domínio interno, de modo que a simples aparência conceitual tenha em contrapartida uma intrincada rede de articulações que desafiam a engenharia e a arquitetura.
É essa complexidade que mantém engajados todos os membros da equipe do projeto.
Texto
de Evelise Grunow
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 385 Março de 2012
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Grande abraço
Ary Neto
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 385 Março de 2012
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Grande abraço
Ary Neto
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Pontos Turísticos de Campos Eliseos - Palacete de Campos Eliseos
Revitalização da região do bairro Campos
Elíseos fica restrita à fachada de palácio
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Grande abraço Ary Neto
Elíseos fica restrita à fachada de palácio
Quem passa pela avenida Rio Branco se impressiona com a fachada
rica em detalhes e cores em meio a uma região degradada no centro da
cidade de São Paulo. Depois de reforma bancada pela iniciativa privada que
custou R$ 5 milhões e durou três anos, o Palácio Campos Elíseos ganhou de volta
os tons originais do projeto do final do século passado. Embora sua nova função
já esteja definida - hoje a casa está desocupada -, a restauração do edifício
ainda não acabou (falta arrumar o interior e a revitalização do entorno
está parada).
Em 2007, a pedido do então governador José Serra (PSDB), uma
equipe de professores da Faculdade de Arquitetura da USP (Universidade de São
Paulo) se empenhou em redesenhar o interior do palacete para abrigar novamente
a residência oficial do governador. O projeto também propunha intervenções
urbanísticas no entorno como uma forma de revitalizar essa área degradada da
cidade.
O diretor da FAU -USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo), Silvio Sawaya, um dos autores do projeto, explica que a ideia era concentrar funções públicas e culturais na região para reintegrar os bairros do Pari, Campos Elíseos e Bom Retiro.
Mas, com a saída de Serra para concorrer à Presidência da República, não há sinal de que o estudo será colocado em prática pelas próximas gestões. O professor de história da arquitetura da USP Nestor Goulart avalia que a demora na implantação de projetos de restauração é reflexo da falta de prioridade e de experiência em iniciativas de revitalização.
- A reforma externa é um passo importante para a restauração de um patrimônio cultural e arquitetônico da cidade. Mas é preciso atribuir logo uma função a ele e estender essa revitalização para o entorno. Caso contrário, a recuperação fica restrita aos muros. Vira uma revitalização de fachada.
Já a historiadora Maria Cecília Naclério Homem, autora do livro O Palacete Paulistano, avalia que não há interesse em conservar a história arquitetônica da cidade.
- Há um grupo de palacetes importantíssimos em volta do Palácio Campos Elíseos, mas não há vontade pública para conservá-los. Não é ignorância. É mediocridade.
O diretor da FAU -USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo), Silvio Sawaya, um dos autores do projeto, explica que a ideia era concentrar funções públicas e culturais na região para reintegrar os bairros do Pari, Campos Elíseos e Bom Retiro.
Mas, com a saída de Serra para concorrer à Presidência da República, não há sinal de que o estudo será colocado em prática pelas próximas gestões. O professor de história da arquitetura da USP Nestor Goulart avalia que a demora na implantação de projetos de restauração é reflexo da falta de prioridade e de experiência em iniciativas de revitalização.
- A reforma externa é um passo importante para a restauração de um patrimônio cultural e arquitetônico da cidade. Mas é preciso atribuir logo uma função a ele e estender essa revitalização para o entorno. Caso contrário, a recuperação fica restrita aos muros. Vira uma revitalização de fachada.
Já a historiadora Maria Cecília Naclério Homem, autora do livro O Palacete Paulistano, avalia que não há interesse em conservar a história arquitetônica da cidade.
- Há um grupo de palacetes importantíssimos em volta do Palácio Campos Elíseos, mas não há vontade pública para conservá-los. Não é ignorância. É mediocridade.
Confira também
Procurada, a Secretaria Estadual de Planejamento disse
apenas que “a possibilidade de sua execução depende de estudos e análises que
oportunamente deverão ser realizados”. De qualquer forma, a intenção de
transformar o terceiro andar do palacete na casa oficial do governador já foi
descartada.
O orçamento de R$ 20 milhões será destinado agora a transformar
o interior do edifício em um espaço para eventos, aberto à visitação do
público, e que ainda poderá ser utilizado como gabinete do governador no centro
da cidade. Isso dependerá da conclusão do projeto e da abertura da licitação
que vai contratar a empresa para fazer o serviço, o que deve acontecer
ainda neste semestre, segundo a secretaria. A previsão é de que a reforma dure
18 meses.
A estimativa de gastos com as reformas interna e do entorno, propostas pela equipe de arquitetos da USP, é avaliada em quase R$ 215 milhões – o que inclui a criação de uma esplanada cívica (jardins, passeios e pavilhão de eventos ao redor da casa), a construção do Teatro de Dança e a desapropriação de imóveis. A autora do livro sobre os palacetes de São Paulo lembra que os projetos de revitalização sempre estiveram atrelados à iniciativa privada.
- Por um lado, o capital privado acelera o processo de revitalização da área. Por outro, é sempre a especulação imobiliária que vai definir qual construção será ou não reformada. Além disso, o público geralmente acaba sendo impedido de visitar essas construções, que são patrimônios da cidade.
Já para Sawaya, o Estado tem verba para arcar com o projeto de reurbanização da área, mas poderia propor um esquema misto de investimento, as chamadas PPP (parcerias público-privadas).
- O Estado não deixa de participar da revitalização e ainda pode contar com o apoio do capital privado.
A Secretaria de Planejamento informou que a reforma da parte interna sairá dos cofres públicos. Já a reforma da parte externa do Palácio Campos Elíseos, que custou cerca de R$ 5,3 milhões, foi patrocinada por cinco empresas e gerenciada pela Fundação Energia e Saneamento, uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). O restauro se preocupou essencialmente em redescobrir as cores e os detalhes da fachada. A arquiteta Maria Vitória Fischer, uma das responsáveis pelo trabalho, relata que as várias camadas de tinta aplicadas ao longo dos anos esconderam os ornamentos do projeto original.
Nova função
Arquitetos e governo divergem quando o assunto é a função que o palácio deve ter após a reforma. Para Maria Cecília, o palacete poderia novamente abrigar um órgão público e fazer valer o investimento feito no projeto de restauro. Já para Goulart, a construção histórica deveria receber sua função original. O palacete serviu de residência a um empresário em fins do século 19, foi sede do governo até os anos 60 e de secretarias de Estado depois disso.
- A experiência internacional mostra que a melhor forma de conservar um imóvel histórico, como o Palácio Campos Elíseos, é devolver a ele sua função original. Cada secretaria que passou por ali achou que poderia fazer um puxadinho como bem quisesse.
O palácio foi projetado pelo arquiteto alemão Matheus Haussler, em 1890, por encomenda do empresário Elias Chaves, figura política influente na elite paulistana. Mais de cem anos se passaram e diversas mudanças foram feitas na construção, tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico) em 1977.
Alguns cômodos do Palácio Campos Elíseos, apesar de desgastados, preservam traços e materiais do projeto original. Já no primeiro andar, é possível perceber como os espaços foram desconfigurados para abrigar repartições públicas. Depois da última desocupação, em 2002, restaram carpetes e cortinas, instalações e fios expostos, além de paredes de gesso que dividiam os ambientes.
A Secretaria de Planejamento afirma que fará poucas intervenções dentro do imóvel, pois ele será apenas um espaço eventual para despachos e reuniões de representantes do governo. As mudanças, completa a pasta, não serão como as que foram já feitas na época em que o palácio serviu como secretarias do Estado.
A estimativa de gastos com as reformas interna e do entorno, propostas pela equipe de arquitetos da USP, é avaliada em quase R$ 215 milhões – o que inclui a criação de uma esplanada cívica (jardins, passeios e pavilhão de eventos ao redor da casa), a construção do Teatro de Dança e a desapropriação de imóveis. A autora do livro sobre os palacetes de São Paulo lembra que os projetos de revitalização sempre estiveram atrelados à iniciativa privada.
- Por um lado, o capital privado acelera o processo de revitalização da área. Por outro, é sempre a especulação imobiliária que vai definir qual construção será ou não reformada. Além disso, o público geralmente acaba sendo impedido de visitar essas construções, que são patrimônios da cidade.
Já para Sawaya, o Estado tem verba para arcar com o projeto de reurbanização da área, mas poderia propor um esquema misto de investimento, as chamadas PPP (parcerias público-privadas).
- O Estado não deixa de participar da revitalização e ainda pode contar com o apoio do capital privado.
A Secretaria de Planejamento informou que a reforma da parte interna sairá dos cofres públicos. Já a reforma da parte externa do Palácio Campos Elíseos, que custou cerca de R$ 5,3 milhões, foi patrocinada por cinco empresas e gerenciada pela Fundação Energia e Saneamento, uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). O restauro se preocupou essencialmente em redescobrir as cores e os detalhes da fachada. A arquiteta Maria Vitória Fischer, uma das responsáveis pelo trabalho, relata que as várias camadas de tinta aplicadas ao longo dos anos esconderam os ornamentos do projeto original.
Nova função
Arquitetos e governo divergem quando o assunto é a função que o palácio deve ter após a reforma. Para Maria Cecília, o palacete poderia novamente abrigar um órgão público e fazer valer o investimento feito no projeto de restauro. Já para Goulart, a construção histórica deveria receber sua função original. O palacete serviu de residência a um empresário em fins do século 19, foi sede do governo até os anos 60 e de secretarias de Estado depois disso.
- A experiência internacional mostra que a melhor forma de conservar um imóvel histórico, como o Palácio Campos Elíseos, é devolver a ele sua função original. Cada secretaria que passou por ali achou que poderia fazer um puxadinho como bem quisesse.
O palácio foi projetado pelo arquiteto alemão Matheus Haussler, em 1890, por encomenda do empresário Elias Chaves, figura política influente na elite paulistana. Mais de cem anos se passaram e diversas mudanças foram feitas na construção, tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico) em 1977.
Alguns cômodos do Palácio Campos Elíseos, apesar de desgastados, preservam traços e materiais do projeto original. Já no primeiro andar, é possível perceber como os espaços foram desconfigurados para abrigar repartições públicas. Depois da última desocupação, em 2002, restaram carpetes e cortinas, instalações e fios expostos, além de paredes de gesso que dividiam os ambientes.
A Secretaria de Planejamento afirma que fará poucas intervenções dentro do imóvel, pois ele será apenas um espaço eventual para despachos e reuniões de representantes do governo. As mudanças, completa a pasta, não serão como as que foram já feitas na época em que o palácio serviu como secretarias do Estado.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
COMPLEXO CULTURAL LUZ 2016
By Metro Cultura - Thais Azevedo - 03/2012
Projeto da Secretaria de Estado da Cultura terá 70 mil m2 área construída e teatros para apresentações de dança, música, teatro e ópera. Obras começam no próximo ano.
Foram cerca de sete meses de discussão e adaptação até
que o projeto do Complexo Cultural da Luz fosse, finalmente, aprovado.
O edifício, anunciado como o maior do gênero na América
Latina, é visto pelo secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo, e pelo governador Geraldo Alckmin como peça fundamental
do processo de revitalização da Nova Luz.
“Também é necessário que as pessoas voltem a morar
no Centro, deixando- o com 24 horas de vida”, diz o governante.Idealizado pela Secretaria de Estado da Cultura, em
parceria com a empresa inglesa Theatre Projects Consultants (TPC) e com apoio do Governo do Estado de
São Paulo, o espaço reunirá três teatros, restaurantes,
café, loja e as sedes da escola de música Tom Jobim
e da São Paulo Companhia de Dança. O total, 70 mil m2 de área construída, deve ficar pronto até 2016, de acordo com
Matarazzo, que apresentou o projeto ao lado de Alckmin durante evento na manhã de ontem. A arquitetura do local ficou a
cargo do escritório suíço Herzog & de Meuron, que tem entre seus
representantes o brasileiro Marcelo Bernardi. “Projetamos o
complexo de modo que ele se integrasse à área verde, rica no local. Também
priorizamos a luz natural”, conta. O Complexo Cultural da Luz deve
custar R$ 500 milhões, mas o valor, segundo Matarazzo, ainda não está fechado.
A previsão de início das obras é para o primeiro semestre de 2013. “A revitalização de uma cidade não termina
nunca, é constante.”
MATARAZZO, SOBRE PROJETOS DE REQUALIFICAÇÃO DA NOVA
LUZ
Perspectiva do pátio interno Os números do complexo
O Grande Teatro, destinado a apresentações de música, dança, teatro e ópera,
contará com 1.750 lugares; A Sala de Recitais comportará 500 pessoas;
No Teatro Experimental, a capacidade será de 400 espectadores; O edifício terá
5 andares; 850 é o total de vagas do estacionamento; O terreno de 19 mil m2 terá
70 mil m2 de área construída. Cerca de R$ 500 milhões serão investidos no projeto.
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segunda-feira, 30 de abril de 2012
Do Minhocão ao Ceagesp: um novo zoneamento
SP
precisa de grandes projetos urbanos como Puerto Madero. Sem isso, áreas serão
tomadas por agentes preocupados só com os seus empreendimentos.
Os
quatro anos do mandato do futuro prefeito são um período decisivo para a
cidade.
As
sugestões abaixo visam contribuir para a reflexão e com o debate sobre os rumos
que agora se abrem. Elas se baseiam nos trabalhos desenvolvidos pelo Instituto
Urbem, que busca conceber, estruturar e viabilizar intervenções urbanas de
grande escala em São Paulo.
Dois
pontos são essenciais para a construção de uma cidade agradável e democrática:
boas políticas públicas e bons projetos urbanos.No plano das políticas
públicas, é urgente revisar o Plano Diretor e Código de Obras, para promover
regras de zoneamento mais equilibradas.
Experiências
em todo o mundo demonstram que as zonas com uma função única são mais
vulneráveis à violência e à ocupação criminosa.
Vias
que abrigam apenas escritórios se esvaziam em horários não comerciais,
tornando-se propícias à realização de atividades ilícitas e alvo de
depredadores e criminosos. Da mesma forma, bairros apenas residenciais são
naturalmente mais ermos e, portanto, mais suscetíveis e expostos ao crime e à
violência.
A
revisão do Plano Diretor e do Código de Obras pode também acabar com distorções
como a que prevalece na região central de São Paulo, onde encontramos, por
exemplo, a ampla e majestosa avenida Rio Branco dotada de edificações menores e
degradadas, que não condizem com a dimensão física e a infraestrutura viária do
local.
Resultado:
vê-se ali a degeneração do tecido urbano, com praças vazias e monumentos
depredados.
Os
equívocos que levaram à degradação do centro causaram o surgimento prematuro de
novos núcleos, como as avenidas Paulista e Faria Lima. Corrigi-los passa pelo
ajuste dos índices construtivos e das regras de zoneamento.
A
política habitacional deve reverter o esvaziamento da região central com uma
ampla verticalização, que gere mais espaços públicos e áreas verdes e enseje a
construção de imóveis para todas as classes sociais -é imprescindível promover
a miscigenação de classes sociais, dissolvendo as fronteiras entre bairros
"de pobres" e bairros "de ricos", que resultam apenas no
ressentimento e na polarização da sociedade.
No
âmbito dos projetos urbanos, é recomendável o foco em propostas de grande
porte.
São
Paulo vive um dos processos mais vigorosos de desconcentração industrial em
curso no planeta. Áreas urbanas previamente ocupadas por indústrias, galpões,
armazéns ou entrepostos buscam novas vocações. Sem um marco regulador forte,
essas áreas serão tomadas por agentes imobiliários preocupados unicamente com
seus empreendimentos, sem nenhuma consideração com a geração de bens públicos.
Na
concepção, estruturação e execução de novos projetos urbanos, a prefeitura deve
manter uma interlocução que não esteja limitada às construtoras e empreiteiras,
ouvindo, consultando e mobilizando tanto a sociedade civil quanto instituições
e organizações privadas.
Não
temos, em São Paulo, nenhuma intervenção urbana como Puerto Madero, em Buenos
Aires, ou o More London.
Nossas
Berrinis, Paulistas e Faria Limas, quando comparadas a intervenções realizadas
em outras grandes cidades, são inferiores em qualidade urbanística e
arquitetônica. Nossos projetos sempre foram tímidos em escala e sofisticação.
Não
é difícil apontar alvos para o próximo mandato: a área industrial do Jaguaré, o
Ceagesp, o projeto do Hidroanel (que pode revolucionar o sistema de drenagem da
cidade), o entorno do Rodoanel, o Minhocão e suas vizinhanças. É preciso também
ampliar e revitalizar espaços públicos. Praças, calçadas, passeios, museus e
ciclovias tornam a cidade mais acolhedora.
Em
1870, éramos 30 mil habitantes. Em 140 anos, chegamos a 20 milhões na região
metropolitana. Foi um curto e explosivo processo de urbanização que privou São
Paulo das marcas de sua história.
Na
ausência de grandes monumentos históricos, de uma natureza exuberante e sob o
influxo do crescimento desordenado, São Paulo tem de planejar cuidadosamente o
futuro -um futuro no qual as novas tecnologias sejam aplicadas para a solução
dos problemas urbanos e em que os cidadãos sejam prioridade absoluta.
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